quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Dia do Sol - Festa do solstício de verão (Como foi)


Aconteceu nesta ultima quarta, dia 22 o evento “DIA do SOL”, o evento que marcou a data do dia do sol mais longo do ano e do inicio oficial do verão (Solstício de Verão) teve a organização da Yesk8 produções junto a Co parceria do Instituto da Árvore, Fundação Alavanca.
O Evento que teve início na Câmara municipal no dia 20, tratando da Juventude e Inclusão na cidade, teve como representantes oficiais, o Presidente da AUS “Paulo Mota”, o Prof. Rui Representante do grupo “Ubatuba em Rede”, o representante do Yesk8 “Elton Herrerias Junior, o psicólogo “Luiz Paloma” representando a Associação “Nova Mente”, o vereador mais jovem da cidade de Araras “Breno”, o Prof. Daniel que lidou com a inclusão digital dentro da educação escolar, ambos debateram expectativas e oportunidades a juventude junto de uma plateia interessada, Sonia Bonfim (Fundação Alavanca), Nalva (Instituto da Árvore) e professores e representantes de entidades das mais variadas.
Já na praça do Capricórnio (Pista de Skate), aproveitando da área que marca o zénite solar, onde cruza a linha imaginária do trópico de capricórnio, demos início as 12:00hs as apresentações que aconteceram na praça.
Com início uma apresentação de diversos DJ´s da cidade, seguido de sorteios de brindes e disputa de skate. Foram disputados nas categorias estreante, mirim, iniciante e amador.
Na pista diversos skatistas de uma grande variedade de idade, de 6 anos a 25 mostraram que o skate não tem idade para a prática, desde que se tenha uma espaço digno e segurança.
Durante as baterias foi divulgado um abaixo assinado em prol a melhoria da pista, reivindicando um orelhão público, bebedouro dágua, segurança restrita e o principal que teve como enfeite no evento bixigas amarelas expostas nos postes de luz, simbolizando o pedido de iluminação branca e de qualidade.

O Skate teve o apoio do Dj Kinho, Dj Pedro, Reinaldo na narração e diversos outros voluntários que contribuíram com que o evento acontecesse.
Aconteceu também apresentação de grupo de capoeira, de grupo de Le Parkout (Esporte de rua), foi feito um grafite pelo renomado grafiteiro de Paraty “Ramar”, contou com exposição do Instituto da Àrvore com exposição de mudas de àrvore e outros.
Já após a premiação deram início a apresentações de bandas, destaque para o improvisado de Bruno Bastos, Rafael Lima e Roni, que mesclaram o rock com o rap do conceituado “Tagarela DTPK” que através de um Freestyle levantou a galera. Fechando o evento rolou uma apresentação ilustre do grupo juventude do Samba, que com um ótimo pagode marcou a festa.
O Evento que teve a maior dedicação por parte de Yesk8 e do Prof. Rui que nos apoiou do ínicio ao fim, os co parceiro que sem eles ficaria muito mais difícil a causa, e os patrocinadores do evento que acreditaram em nosso ideal nos apoiando no evento.



Texto e Fotos : Elton Herrerias Junior/Yesk8 Produções



CONFIRAM ALGUMAS FOTOS ABAIXO:

Grafiteiro Ramar expondo seu trampo


Dj Kinho e DJ Pedro


Roda de Capoeira


Ginga de Capoeira


Ramar - Paraty RJ, Skate ação



Rá skatista de Lorena - F/s Rockslide



Rá - B/s Croocked


Um dos premiados do sorteios de Vale Massagem Fitness


O Baxinho Kiron o mais novo atleta da competição (6 Anos)


VEJA MAIS FOTOS NA PÁGINA DO SKATE DE UBATUBA :
CLIQUE AQUI

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ESCRITORA PEITOU O SISTEMA DO LIVRO ENLATADO

Escritora despejada do apartamento, depois de viver alguns anos do seu trabalho, denuncia na Feira do Livro de Porto Alegre o sistema literário e a ação dos monopólios



13/12/2010



Sidnei Schneider



O que a escritora e mestre em literatura Telma Scherer fez na Feira do Livro de Porto Alegre, através da denúncia da casinha de cachorro do escritor e da elegância das bolinhas de sabão da sua performance, foi apontar o dedo na testa dos lançadores de livros estrangeiros enlatados, que acabam por definir toda a cadeia produtiva do livro no Brasil, com reflexos nas feiras e bienais, nas editoras e livrarias, e na vida de todo escritor e leitor. Ao dizer aos policiais e ao público que a truculenta ação daqueles estava “mandando as pessoas para casa ler Dan Brown”, ela sabia do que falava. Também, quando declarou nas entrevistas que o protesto não era “contra uma pessoa ou instituição”, mas “contra o sistema literário”, e “se o chapéu serviu em alguém” não podia fazer nada. Perdoem-me alguns amigos, mas o alcance desse protesto não pode ser reduzido ao espaço geográfico de uma praça ou cidade. Minimizá-lo assim é ainda nos deixar levar por um sentimento provinciano a ser superado.

Há cerca de um par de décadas, corporações globais com uma prática de arrasa quarteirão passaram a jogar pesado no mercado nacional, um dos maiores do mundo apesar do ainda reduzido hábito de leitura dos brasileiros. Setor altamente monopolizado, os doze maiores grupos editoriais do planeta, segundo pesquisa da consultoria Euromonitor, são responsáveis por 52% das vendas em 19 países de grande mercado, incluído o Brasil. Os quatro maiores (Bertelsmann, Thompson, Pearson e Vivendi) detêm 36%. O monopólio francês Vivendi (Laboratório Roche, Nestlé, Água Perrier, Pure Life) controla aqui as editoras Ática e Scipione, desnacionalizando o setor do livro didático. A transnacional Santillana, espanhola como as editoras Planeta e Oceano, é dona da Moderna, também especializada em livros didáticos, e controla 75% da Objetiva. O grupo Record (editoras Record, Bertrand, Civilização Brasileira, José Olympio, Best Seller e Verus) seguidamente é sondado pelo capital estrangeiro, para o qual não existem barreiras legais, como no Canadá. Desde 2003, das dez maiores editoras locais, sete são estrangeiras. Editando uma enxurrada de publicações de baixa qualidade, esses grupos têm comprado o passe de escritores brasileiros importantes, mas nada garante que não os abandonem na primeira oportunidade.

Com campanhas milionárias de divulgação, fazem o seu produto, papel encadernado com textos pífios, aparecer nos grandes jornais, revistas semanais ou pseudoculturais e programas de tevê. O até então desconhecido autor internacional será objeto de entrevistas e, se possível, comparecerá a feiras e bienais do livro. De maneira que até o único jornal de uma cidade pequena, impotente ante a avalanche, vai tomar espontaneamente esse livro como tema.

Essa ação, pensada globalmente desde fora do nosso país, acaba fazendo com que o distribuidor aposte mais nesses títulos (se já não for oligopolizado), a megastore os priorize nas suas geralmente péssimas revistas, grande parte dos livreiros (os guerreiros da cultura e do saber estão minguados, mas ainda existem) os coloque nas vitrines ou nas bancas de alguma feira. Ficando prejudicada a literatura brasileira e o que de bom poderia nos chegar de fora.

O leitor, de sua parte, compra um livro do qual pelo menos já ouviu falar. A inocência nos impede de pensar que o jabaculê corre solto para que o produto se afirme e comece a aparecer na lista dos mais vendidos da Veja. A mensagem da lista é clara: se todo mundo está comprando o livro deve ser bom, compre-o também. Assim, depois de algum tempo, o que era mera sugestão começa a se aproximar da realidade de vendas, mesmo que o leitor depois se frustre ou nem leia o livro, como demonstram pesquisas em outros países. No dia em que escrevo, sem entrar no mérito de cada obra, dos vinte livros de ficção mais vendidos, apenas quatro são de autores brasileiros.

A tiragem gigantesca dos livros enlatados barateia o custo gráfico-editorial unitário do produto para bem menos do que 10% do preço de capa, sem nenhum reflexo para o consumidor. Ao contrário, quanto mais dominam a área, mais livres se sentem para colocar o preço que quiserem, nunca transferindo a isenção de impostos a que o livro faz jus. Na verdade, encarecem o custo de produção e o preço final de todos os outros livros editados no país. Como? Vejamos: depois do furacão global de alto faturamento, sobra o quê para o “mercado”? Tentar colocar edições de mil a três mil exemplares em todo o país, sem nenhum carro chefe de vendas como uma vez o foram Jorge Amado e Erico Verissimo, e, mais recentemente, um ou outro como Cristóvão Tezza, ao conseguir emplacar uma edição (este pela Record, o maior grupo editorial de literatura do país). Em escala pequena, uma atividade muito mais trabalhosa, e o que é pior, em condições completamente injustas quanto à publicidade. Edições pequenas saem unitariamente mais caras, e para vendê-las, pagar as contas e obter um mínimo de retorno, também não são oferecidas por um valor menor. Além de tudo, muitas empresas quebram e são engolidas. O autor brasileiro, que recebe apenas 10% do preço do livro vendido, não raro é convidado a esperar ou a renegociar o pouco que lhe caberia. Quando não, a pagar à editora para ser publicado. O país perde com a menor circulação de idéias e da verdadeira arte literária.

O escritor, o poeta, aquele que trabalha três, cinco, dez anos para finalizar uma obra, mesmo tendo conquistado o apreço dos leitores e o seu espaço enquanto autor reconhecido, como é que fica? Ou vai trabalhar em outra área ou vai ficar sem condições de vida, semelhante ao que aconteceu a Telma. Exceções existem, mas dependem exageradamente da visibilidade do autor na mídia, quase sempre os que nela trabalham.

Assim, se você, depois de alguns anos tentando viver da escrita, perdeu a sua casa, os seus móveis, teve que enviar os livros para a casa dos pais no interior e, o pior do pior, ficou sem local de trabalho para, como no caso de Telma, terminar um romance, deve agradecer aos céus, e não ir para a Feira do Livro com uma performance artística que sensibilize o público. Esse é o recado de quem chamou a Brigada Militar.

A nota oficial da Câmara Rio-Grandense do Livro, endossando a versão de que a Brigada Militar foi chamada por “mãe e filho cadeirante que não conseguiram prosseguir em um corredor do evento” não é das mais edificantes que essa instituição já emitiu. Os policiais talvez não tenham entendido o recado de Telma, mas seguramente ele não estava fora do alcance dos organizadores da Feira.

Melhor avaliar bem de que lado se está nesse jogo: do lado das corporações, submetendo-se a elas, e correndo o risco de mais tarde ser engolido, na medida em que cada vez mais compram empresas brasileiras em dificuldades, ou do lado dos escritores e produtores, da arte e da literatura, e da própria economia nacional. Em suma, da civilização ou do que leva à barbárie.

Não dá para fazer nada? Dá sim, a grande repercussão do caso e a solidariedade que Telma recebeu o demonstram. E o novo governo federal precisa tratar urgentemente da questão livro. Pode demorar um pouquinho resolver tudo isso, mas já nos livramos de coisas bem piores como sabe o leitor.




Sidnei Schneider é poeta, tradutor e contista. Autor dos livros de poesia Quichiligangues (Dahmer, 2008), Plano de Navegação (Dahmer, 1999) e da tradução Versos Singelos/José Martí (SBS, 1997).

Transcrito do Brasil de Fato

A AVÓ GRILO: O MITO DA DONA DA ÁGUA

Elaine Tavares



Esta é uma história que é contada milenarmente pelo povo Ayoreo, da Bolívia. Dizem eles que no principio havia uma avó, que era um grilo chamado Direjná. Esta avózinha era a dona da água e por onde quer que ela passasse com seu canto de amor, a água brotava. Um dia, os netos pediram que ela fosse embora e ela partiu, triste. Mas, na medida em que ia sumindo, também a água ia embora. Neste vídeo, a história se atualiza e na sua viagem para lugar nenhum a avó é encontrada pelos empresários que a aprisionam e fazem com que ela faça a água cair apenas nos seus caminhões pipa. Então, eles vendem a água. O povo passa necessidade e sofre. A avózinha também sofre. Até que um dia, o povo entende que é preciso lutar. Então….

Vale a pena ver essa beleza de desenho animado, que representa a poderosa luta dos povos originários contra a mercantilização da natureza.

A produção foi feita na Dinamarca, por The Animation Workshop, Nicobis, Escorzo, e pela Comunidade de Animadores Bolivianos. O trabalho de desenho foi realizado por oito animadores bolivianos, dirigido por um francês, com música da embaixadora da Bolívia na França, e a ajuda de um mexicano e uma alemã. Todo juntos na defesa dos recursos naturais.


Abuela Grillo from Denis Chapon on Vimeo.

http://www.brasildefato.com.br/node/4499

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

COMUNICAÇÃO NA CÚPULA SOCIAL DO MERCOSUL

...a Comunicação deve ser reconhecida como um Direito Humano a ser exercido por e para todas as pessoas. O Direito à Comunicação implica garantir diversidade e pluralidade. Não nos conformamos com as proclamações que reduzem a liberdade de expressão à liberdade de empresa. Não se trata somente do fato de que os Estados não censuram a imprensa. Entendemos necessária a implementação, por parte dos Estados, de políticas públicas, com participação cidadã, para garantir a todas e todos o exercício dos direitos à livre expressão, à informação e à comunicação. Dessa forma se possibilitará a expressão a povos e setores silenciados.

Entendemos que isso implica revisar e reformular os marcos regulatórios para assegurar uma comunicação democrática e horizontal. Isso implica, entre outras coisas, que a informação e a comunicação sejam consideradas um direito e não uma simples mercadoria; que se impeçam os monopólios e oligopólios na comunicação; que se assegure o livre acesso à informação pública; que se promovam e fortaleçam os meios do setor social, populares, comunitarios, educativos; que se reconheça e se facilite o direito dos povos originários a gestionar seus próprios meios preservando suas identidades

Transcrito de Carta Maior

DEBATE 'JUVENTUDE E PERSPECTIVAS"

Aconteceu nesta última segunda-feira dia 20, na Câmara Municipal de Ubatuba, o debate “Juventude e Perspectivas”.

A organização do debate teve como origem o convite de
Elton Herrerias Junior, professor de skate, ao Movimento Ubatuba em Rede, para uma parceria na organização do evento “Dia do Sol”. Durante as discussões surgiu a idéia de complementar a festa com a reflexão, com o objetivo de debater questões relacionadas à juventude.


O debate foi coordenado pelo Professor Rui Alves Grilo, do Movimento Ubatuba em Rede, que apresentou os debatedores e a razão da escolha de cada um deles. Em seguida foi apresentado um videoclipe produzido produzido pelo MC Lorenz, com o objetivo de mostrar o ponto de vista dos jovens sobre as questões ambientais.



Elton Herrerias Jr. apresentou a luta dos skatistas por melhores condições da pista e as dificuldades encontradas.
Breno Cortella, vereador de Araras e o mais jovem, falou sobre a luta pelo passe livre e pela meia entrada e da necessidade de maior participação política do jovem para que suas necessidades sejam atendidas. Em várias cidades começaram a ser implantadas as comissões da juventude, que tiveram como conseqüência a elaboração do Pacto pela Juventude, em nível federal, conjunto de normas e propostas a serem implementadas para atender este segmento da sociedade.
O psicólogo Luiz Henrique Aparício, o “ Paloma” da (Associação Nova Mente, relatou as várias dificuldades e os avanços proporcionados pela implantação das medidas socioeducativas e de liberdade assistida, medida essa que teve como base o levantamento do alto número de casos de menores detidos por atos infracionais.

O MC Lorenz fez um breve relato sobre o HIP HOP Arena, evento realizado mensalmente na pista de skate e que é uma espécie de duelo poético entre duplas e que o vencedor é indicado pela platéia.
Essas apresentações são filmadas e várias delas podem ser vistas no You Tube e chegam a receber milhares de visitas, ou seja, milhares de pessoas acompanham o que acontece em Ubatuba nessa área da cultura.

O Professor Daniel Barbosa apresentou o Projeto “Letramento Digital” que vem sendo desenvolvido em várias escolas municipais e que já ganhou vários prêmios internacionais. Projetou alguns diálogos mostrando a interação entre alunos da mesma escola e de outros países. Mostrou que uma ferramenta moderna pode colaborar para a defesa e difusão da cultura local e o questionamento da perda da identidade cultural.

Paulo Mota , presidente da AUS - Associação Ubatuba de Surf, relatou sobre as discriminações que cercavam os praticantes desse esporte e da falta de integração entre os diferentes esportes e tribos. Ressaltou a importância de Ubatuba, que desenvolve o maior campeonato mundial, tornando-se referência. Também destacou a relação entre essa prática e a defesa do meio ambiente, especialmente no que se refere à limpeza das praias.


Após a rodada de perguntas, chegou-se à conclusão que havia sido muito produtivo e que, pela amplitude do tema, deverá ter uma continuidade em fevereiro abordando as políticas públicas para a juventude.

A platéia, embora pequena, era constituída de jovens e de pessoas que trabalham com esses segmento social e que, por isso, participaram ativamente do debate cobrando a continuidade.

NOVA FORMA DE ABRIGO PARA CRIANÇAS EM UBATUBA

É muito comum se ouvir críticas ao ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente -  como se ele fosse a causa de todos os problemas relacionadas ao adolescente infrator e pouco se ouve sobre as mudanças no sentido de dar um tratamento com melhores resultados. E muitos  dos problemas que a sociedade enfrenta quanto a essa questão é justamente porque as soluções propostas não foram implantadas desrespeitando a lei que afirma a prioridade de direitos e de tratamento da criança e do adolescente.

Mas como  é lei e todos são iguais perante a lei, os responsáveis pelo não atendimento ao que ela determina podem ser penalizados, todas a prefeituras são obrigadas a prever recursos e formas adequadas de atendimento, acabando com os grandes orfanatos e grandes centros de internação de infratores, com o objetivo de humanizar o atendimento e evitar as conseqüências danosas desse tipo de segregação social.
Assim, a  Câmara Municipal de Ubatuba aprovou por unanimidade, o Projeto de Lei nº 72/10, do Executivo, que dispõe sobre a criação de Casa Lar e da atividade de Educadora/Cuidadora residente.

Entende-se como Casa Lar a unidade residencial sob responsabilidade da Educadora/Cuidadora Residente, que acolha no máximo dez crianças/adolescentes afastados do convívio familiar por meio de medida protetiva e de acolhimento institucional, cujas possibilidades de retornos à família de origem e colocação em família substituta foram esgotadas.

De acordo com o projeto de lei, a Fundação da Criança e do Adolescente de Ubatuba- Fundac, fica autorizada a firmar convênio, contrato de parceria ou de gestão junto a instituições sem fins lucrativos ou econômicos, visando o funcionamento do projeto Casa Lar. 
Para isso foi firmado um convênio com as Aldeias Infantis SOS, instituição que funciona em mais de cem países,  e nesta sexta (17/12) foi realizada uma  reunião da qual participaram a diretora presidente Interina da Fundac, Rozemara Cabral Mendes e  membros da equipe técnica e do CMDCA – Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O Sr. Sergio Eduardo Marques da Rocha, Sub-Gestor Nacional das Aldeias fez uma breve exposição sobre as mudanças na política pública de atendimento à criança e ao adolescente e os principais problemas enfrentados. Destacou que as ações de proteção à criança precisam ser urgentes e imediatas e,  muitas vezes, ficam bloqueadas porque dependem  da emissão de uma guia judicial e muitos municípios não possuem ainda uma vara da infância e da juventude.
Convivi com crianças das Aldeias Infantis SOS Rio Bonito, situada na zona sul de São Paulo, pois as  escolas em que trabalhei eram próximas das aldeias e recebíamos as crianças como qualquer aluno do bairro. Quando havia reuniões de pais e mestres, as mães sociais participavam e, às vezes, o pai social. Lá, era uma espécie de chácara no meio do bairro, cercada de telas de arame, permitindo a visualização de ambos os lados, tanto de quem olha de dentro para fora, e também de fora  para dentro. Eram várias casas e, em cada uma havia uma mãe social. E para coordenar o trabalho de todas e ter um modelo masculino em quem os meninos pudessem se espelhar, havia  um coordenador do sexo masculino. Essa aldeia funcionava desde o início da década de 80 e, embora muito avançada para os padrões de atendimento da época, hoje está sendo questionada e revista, no sentido de que sejam unidades menores e que não se destaquem das demais moradias do bairro, mais próximas da moradia de uma família comum.
Acredito que essa medida seja um avanço se o poder público prever os recursos humanos e materiais necessários para o funcionamento da casa.
Outra  medida  que pode mudar a qualidade do atendimento à criança e adolescente é a oferta do curso Ação e Proteção promovido pela Fundação Telefônica e a Childhood Brasil (entidade criada pela rainha Silvia da Suécia) destinado a qualificar tecnicamente  aqueles que, de alguma forma lidam  com a questão. Já há um grupo expressivo de agentes sociais de várias instituições participando do curso que é oferecido à distância, via internet. Para maiores informações entre no seguinte site