Um mapa é uma representação da realidade e serve para indicar direções, destinos. É como um exame médico que serve para indicar qual terapia, quais remédios empregar. No entanto, se o paciente não tomar porque não tem dinheiro para comprar ou porque não quer ou porque se esquece, não servirá para nada.
Não é isso o que aconteceu com o Jardim Ângela, fato reconhecido até pelo órgão da ONU responsável pela violência. Em um jornal da Globo News foram apresentados os seguintes dados: em 2003 havia 212 mortes violentas por cada 100 mil habitantes o Jardim Ângela era considerado um dos lugares mais violentos do mundo; em 2009 esse número caiu para 41. Foi milagre ?
Não. O que houve foi uma intensa mobilização reunindo igrejas de diferentes credos, ONGs e outras entidades da sociedade civil e que forçaram os três níveis de governo a participar na elaboração e execução de propostas para resolver o problema.
Morava na região de Interlagos e os movimentos sociais dessa região tínham bastante contato e, às vezes, atuavam em conjunto. Então, tinha um certo conhecimento das ações que eram desenvolvidas na região.
Quando cheguei em Ubatuba, percebi que a cidade ainda não apresentava índices altos de violência mas era preocupante o avanço do tráfico de drogas e a falta de perspectivas dos jovens. Certo de que é mais fácil prevenir do que remediar, iniciei o Projeto Fundart Jovem que evoluiu para a produção dos Saraus, na Fundart, durante o governo Paulo Ramos. O objetivo desse projeto era viabilizar um espaço para apresentação das bandas e outros músicos e artistas que estavam começando. A possibilidade de se apresentarem num espaço público incentivava ao aperfeiçoamento e proporcionava um espaço de socialização e de lazer gratuitos.
No início da primeira gestão de Eduardo César convidei os membros do Projeto Redescobrindo o Adolescente na Comunidade (RAC) para apresentar sua experiência e lançar o livro que relata essa experiência e que foi financiado pela Telefonica. Esse projeto atende jovens que tenham cometido infrações e cumpram medidas socioeducativas, ou que estejam em situação de vulnerabilidade, isto é, convivam de perto com miséria e criminalidade graves.
Para esse evento, a Prefeitura cedeu uma van para o transporte e o Ubatuba Palace garantiu a estadia da equipe. Acho que eram uns cinco ou sete membros. Achei que a partir dessa experiência poderia se iniciar um trabalho de maior consistência e articulado, mas não foi isso que aconteceu.
Em seguida, trouxe o Ferréz, conhecida liderança do movimento HIP HOP e que fez dois debates: na Escola Estadual Idalina, no Ipiranguinha, com o pátio lotado; e no Deolindo. Essa parceria com o Capão Redondo continua até hoje. Outros grupos de lá já vieram para cá e algumas lideranças daqui participam de eventos lá.
Para Daniel Calazans e Eliomar Pereira, o Mazinho, moradores do Jardim Nakamura, no caso deles, o hip hop venceu a batalha contra o tráfico. "Caretas" convictos, fazem parte da banda Família NK, referência ao bairro onde moram. "Cantando, nosso objetivo é acrescentar pra molecada", diz Mazinho. "Aqui, a gente não tem em quem se espelhar. Com a Família NK, queremos fazer com que a galera tenha orgulho do Jardim Ângela.
Assim, o debate “Políticas Públicas para a Juventude”, realizado no dia 21/02, não é um trabalho isolado. É conseqüência da convivência e da relação professor/aluno e adulto/jovem que busca incentivar o protagonismo juvenil e a articulação e mobilização de toda a sociedade porque, como informa o manual do Curso de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas:
“O desenvolvimento de ações para uma sociedade mais segura não exige o dispêndio de grandes recursos, mas a mobilização intensa a fim de trazer resultados significativos.
Os conselhos comunitários podem ser catalisadores das demandas sociais, com pessoas aptas para detectar e visualizar problemas na comunidade, tomar as providências que se fazem necessárias no seu campo de atuação ou encaminhar a outros órgãos do estado, quando for o caso, para reduzir a violência e a criminalidade associada ao consumo de qualquer tipo de droga (lícita ou ilícita).”
(P.296/297)
E mais uma vez os participantes dos debates puderam perceber a ausência de representantes, tanto do Legislativo quanto do Executivo municipais. Para eles, o Mapa da Violência 2011, que aponta o aumento da mortalidade por homicídio de jovens entre 15 e 24 anos em 39,7% não diz nada porque são incapazes de olhar e fazer a leitura da própria realidade que os cerca .
Rui Grilo – Ragrilo@terra.com.br
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
UNESCO aprova os materiais educativos do projeto Escola Sem Homofobia
Enviado por criancanoparlamento, seg, 28/02/2011 -
Na tentativa de eliminar o preconceito o Ministério da Educação (MEC) pretende distribuir em 6 mil escolas da rede pública de todo país, kits contendo cartilhas e DVDs com informações sobre o universo homoafetivo.
A Unesco aprovou os materiais e a iniciativa de combate ao preconceito. “Estamos certos de que este material contribuirá para a redução do estigma e discriminação, bem como para promover uma escola mais equânime e de qualidade. Parabenizamos a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), o Ministério da Educação e as instituições envolvidas pela iniciativa.”, disse Vincent Defourny, representante da Unesco no Brasil.
O ofício também afirma que “Os materiais do Projeto Escola Sem Homofobia estão adequados às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destinam, de acordo com a Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade, publicada pela Unesco em 2010.” O Conselho Federal de Psicologia, entidade com competência técnica para avaliar os materiais educativos do projeto Escola Sem Homofobia, já havia aprovado os kits educativos.
Com informações da UNESCO
Na tentativa de eliminar o preconceito o Ministério da Educação (MEC) pretende distribuir em 6 mil escolas da rede pública de todo país, kits contendo cartilhas e DVDs com informações sobre o universo homoafetivo.
A Unesco aprovou os materiais e a iniciativa de combate ao preconceito. “Estamos certos de que este material contribuirá para a redução do estigma e discriminação, bem como para promover uma escola mais equânime e de qualidade. Parabenizamos a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), o Ministério da Educação e as instituições envolvidas pela iniciativa.”, disse Vincent Defourny, representante da Unesco no Brasil.
O ofício também afirma que “Os materiais do Projeto Escola Sem Homofobia estão adequados às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destinam, de acordo com a Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade, publicada pela Unesco em 2010.” O Conselho Federal de Psicologia, entidade com competência técnica para avaliar os materiais educativos do projeto Escola Sem Homofobia, já havia aprovado os kits educativos.
Com informações da UNESCO
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
POESIA (DIGITAL) - ESTRÉIA DE FILME
Coréia do Sul (2010) – 139 minutos.
Gênero: Drama
Censura: a definir
Direção: Lee Chang-dong
Elenco: Jeong-hee Yoon, Hira Kim, Da-wit Lee
Sinopse
Mija (Jeong-hee Yoon) vive com seu neto nas encostas do rio Han. É uma senhora excêntrica com uma mente inquieta e questionadora. Um dia, ela entra por acaso em uma aula de poesia em um centro cultural na vizinhança e é desafiada pela primeira vez a escrever um poema. Sua busca pela inspiração começa ao observar a beleza do cotidiano, as coisas ao seu redor que ela nunca havia reparado. Mas quando a realidade se torna cruel, ela é obrigada a ver que o mundo não é tão bonito quanto ela imaginava.
- Prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2010
Gênero: Drama
Censura: a definir
Direção: Lee Chang-dong
Elenco: Jeong-hee Yoon, Hira Kim, Da-wit Lee
Sinopse
Mija (Jeong-hee Yoon) vive com seu neto nas encostas do rio Han. É uma senhora excêntrica com uma mente inquieta e questionadora. Um dia, ela entra por acaso em uma aula de poesia em um centro cultural na vizinhança e é desafiada pela primeira vez a escrever um poema. Sua busca pela inspiração começa ao observar a beleza do cotidiano, as coisas ao seu redor que ela nunca havia reparado. Mas quando a realidade se torna cruel, ela é obrigada a ver que o mundo não é tão bonito quanto ela imaginava.
- Prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2010
Uma agenda no combate à violência sexual e ao racismo no Brasil
Quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 às 11:57
O combate à violência sexual contra meninas e mulheres foi o tema do encontro entre as ministras Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos) e Iriny Lopes (Secretaria de Políticas para as Mulheres), realizado ontem (25/1), em Brasília. Segundo as ministras, a ideia é elaborar uma ação unificada do governo federal para enfrentamento da violência sexual.
“Vamos montar uma agenda integrada que potencialize a nossa causa. A menina e a mulher que sofrem a exploração sexual são do mesmo gênero”, afirmou a ministra Maria do Rosário.
A violência doméstica, sexual e outras violências contra a mulher também integram a lista de eventos de notificação compulsória relacionados pelo Ministério da Saúde, em Portaria publicada nesta quarta-feira (26/1) no Diário Oficial da União, que padroniza critérios, procedimentos e atribuições dos profissionais de saúde em relação a diversas doenças e eventos de saúde pública. A notificação deve ser feita obrigatoriamente quando a mulher for atendida em serviços de saúde públicos ou privados, e vale para todos os profissionais de saúde, tais como médicos, enfermeiros, odontólogos, biomédicos e farmacêuticos, entre outros.
Racismo – O respeito e a igualdade étnico-racial e os impactos do racismo na infância também estão na pauta do governo federal. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), além de outros órgãos do governo está apoiando a campanha do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) sobre o tema: “Em um mundo de diferenças, enxergue a igualdade”. Para sensibilizar a sociedade, reforçando os direitos de crianças e adolescentes, a campanha vai divulgar histórias de pessoas e organizações que tenham realizado uma ação contra o racismo na infância ou adolescência.
Estatísticas – Dados IBGE/Pnad 2009 apontam que 57 milhões de crianças e adolescentes vivem no Brasil, e, desse número, 31 milhões são negras e cerca de 100 mil indígenas. Segundo o IBGE/Pnad, das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, cerca de 330 mil (62%) são negras e 190 mil são brancas. Essas e outras informações estão disponíveis no site Infância Sem Racismo, onde o interessado pode divulgar sua ação ou projeto contra o racismo, além de obter sugestões sobre como enfrentar o problema e denunciar casos de abuso e discriminação.
http://blog.planalto.gov.br/uma-agenda-no-combate-a-violencia-sexual-e-ao-racismo-no-brasil/
O combate à violência sexual contra meninas e mulheres foi o tema do encontro entre as ministras Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos) e Iriny Lopes (Secretaria de Políticas para as Mulheres), realizado ontem (25/1), em Brasília. Segundo as ministras, a ideia é elaborar uma ação unificada do governo federal para enfrentamento da violência sexual.
“Vamos montar uma agenda integrada que potencialize a nossa causa. A menina e a mulher que sofrem a exploração sexual são do mesmo gênero”, afirmou a ministra Maria do Rosário.
A violência doméstica, sexual e outras violências contra a mulher também integram a lista de eventos de notificação compulsória relacionados pelo Ministério da Saúde, em Portaria publicada nesta quarta-feira (26/1) no Diário Oficial da União, que padroniza critérios, procedimentos e atribuições dos profissionais de saúde em relação a diversas doenças e eventos de saúde pública. A notificação deve ser feita obrigatoriamente quando a mulher for atendida em serviços de saúde públicos ou privados, e vale para todos os profissionais de saúde, tais como médicos, enfermeiros, odontólogos, biomédicos e farmacêuticos, entre outros.
Racismo – O respeito e a igualdade étnico-racial e os impactos do racismo na infância também estão na pauta do governo federal. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), além de outros órgãos do governo está apoiando a campanha do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) sobre o tema: “Em um mundo de diferenças, enxergue a igualdade”. Para sensibilizar a sociedade, reforçando os direitos de crianças e adolescentes, a campanha vai divulgar histórias de pessoas e organizações que tenham realizado uma ação contra o racismo na infância ou adolescência.
Estatísticas – Dados IBGE/Pnad 2009 apontam que 57 milhões de crianças e adolescentes vivem no Brasil, e, desse número, 31 milhões são negras e cerca de 100 mil indígenas. Segundo o IBGE/Pnad, das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, cerca de 330 mil (62%) são negras e 190 mil são brancas. Essas e outras informações estão disponíveis no site Infância Sem Racismo, onde o interessado pode divulgar sua ação ou projeto contra o racismo, além de obter sugestões sobre como enfrentar o problema e denunciar casos de abuso e discriminação.
http://blog.planalto.gov.br/uma-agenda-no-combate-a-violencia-sexual-e-ao-racismo-no-brasil/
“Mapa da Violência 2011 ” aponta causas de homicídios entre jovens no Brasil
Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 às 19:29
“Mapa da Violência 2011 ” aponta causas de homicídios entre jovens no Brasil
A violência entre jovens na faixa etária de 15 anos aos 24 anos cresceu no período 1998/2008. Nesta década, enquanto 1,8% das mortes entre adultos foram causadas por homicídios, no grupo jovem a taxa chegou a 39,7%. Este é apenas uma das informações contidas na pesquisa “Mapa da Violência 2011 – Os jovens do Brasil”, elaborado pelo Instituto Sangari, em parceria com o Ministério da Justiça. O estudo traz um diagnóstico sobre como a violência tem levado à morte brasileiros, especialmente os jovens, nos grandes centros urbanos e também no interior do país.
O estudo coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz servirá de subsídio a políticas públicas de enfrentamento à violência. Esta pesquisa, que tem como fonte os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, aponta o crescimento das mortes de jovens por homicídio, acidentes de trânsito e suicídio.
Trata-se de uma minuciosa radiografia da evolução da mortalidade no Brasil com parâmetros estabelecidos pelas Organizações Pan-Americana de Saúde (OPS) e Mundial de Saúde (OMS). A pesquisa apurou informações no âmbito nacional e também aponta o cenário que inclui as grandes regiões, os 27 estados, 10 regiões metropolitanas, 27 capitais e 5.564 municípios.
Os resultados do “Mapa da Violência 2011″ são debatidos seminário “Juventude, Prevenção da Violência e Territórios da Paz”, aberto nesta quinta-feira (24/2), em Brasília, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O evento termina amanhã (25/2) resultada de iniciativa do governo brasileiro, por meio do Ministério da Justiça em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Este projeto, que incluiu diferentes levantamentos, foi realizado pelo FBSP no período de janeiro de 2009 a fevereiro de 2011 com recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). A iniciativa do governo federal oferece subsídios para a formulação de políticas públicas de prevenção da criminalidade entre adolescentes e jovens, além de construir referenciais metodológicos para auxiliar nas intervenções do poder público em territórios com elevados níveis de violência.
O mapa da violência
Segundo a pesquisa, a proporção de jovens no Brasil já foi maior há algumas décadas: “…para o ano de 2008 o país contava com um contingente de 34,6 milhões de jovens na faixa dos 15 aos 24 anos de idade. Esse quantitativo representa 18,3% do total dos 189,6 milhões de habitantes que a instituição projetava para o país. A proporção já foi maior. Em 1980, existia menor quantidade absoluta de jovens: 25,1 milhões mas, no total dos 118,7 milhões de habitantes, representavam 21,1%”
O documento relata ainda que os jovens da década de 80 tinham as epidemias e doenças infecciosas como as principais ameaças às suas vidas. Atualmente, essas causas foram substituídas pelas chamadas “causas externas” representadas, principalmente, pelos acidentes de trânsito e homicídios. Esses fatores externos têm números alarmantes se ligados à população jovem:
“Em 1980, as ‘causas externas’ já eram responsáveis por aproximadamente a metade (52,9%) do total de mortes dos jovens do país. Vinte e oito anos depois, em 2008, dos 46.154 óbitos juvenis registrados no SIM/SVS/MS, 33.770 tiveram sua origem em causas externas, pelo que esse percentual elevou-se de forma drástica: em 2004, quase ¾ de nossos jovens (72,1%) morreram por causas externas.”
O estudo informa ainda que 62,8% das mortes de jovens em todo o país ocorreram por homicídios, acidentes de transportes e suicídios. O mesmo documento aponta que, em 2004, foi detectada queda expressiva, por dois anos consecutivos, nos índices de homicídios e atribui essa baixa significativa ao “Estatuto e à Campanha do Desarmamento” lançados naquele ano.
Alguns estados também tem reduzido a média de homicídios nas respectivas regiões, com tendência a diminuir seus índices, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enquanto Pará, Alagoas e Goiás praticamente dobraram os seus números. A pesquisa sugere que essa inversão nos índices dos estados possa ter sido provocada pelo Plano Nacional de Segurança Pública e pelo Fundo Nacional de Segurança que canalizaram seus recursos para o aparelhamento das regiões de maior incidência, o que dificultou a ação e provocou a migração para locais de menor risco, provocando o aumento de homicídios na região.
Alguns acontecimentos observados em pesquisas anteriores continuam intactos como a quase totalidade das vítimas de homicídios ser do sexo masculino e ainda os elevados níveis de vítimas de cor preta nesses casos, morrendo mais que o dobro de cor branca.
http://blog.planalto.gov.br/mapa-da-violencia-2011-aponta-causas-de-homicidios-entre-jovens-no-brasil/
“Mapa da Violência 2011 ” aponta causas de homicídios entre jovens no Brasil
A violência entre jovens na faixa etária de 15 anos aos 24 anos cresceu no período 1998/2008. Nesta década, enquanto 1,8% das mortes entre adultos foram causadas por homicídios, no grupo jovem a taxa chegou a 39,7%. Este é apenas uma das informações contidas na pesquisa “Mapa da Violência 2011 – Os jovens do Brasil”, elaborado pelo Instituto Sangari, em parceria com o Ministério da Justiça. O estudo traz um diagnóstico sobre como a violência tem levado à morte brasileiros, especialmente os jovens, nos grandes centros urbanos e também no interior do país.
O estudo coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz servirá de subsídio a políticas públicas de enfrentamento à violência. Esta pesquisa, que tem como fonte os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, aponta o crescimento das mortes de jovens por homicídio, acidentes de trânsito e suicídio.
Trata-se de uma minuciosa radiografia da evolução da mortalidade no Brasil com parâmetros estabelecidos pelas Organizações Pan-Americana de Saúde (OPS) e Mundial de Saúde (OMS). A pesquisa apurou informações no âmbito nacional e também aponta o cenário que inclui as grandes regiões, os 27 estados, 10 regiões metropolitanas, 27 capitais e 5.564 municípios.
Os resultados do “Mapa da Violência 2011″ são debatidos seminário “Juventude, Prevenção da Violência e Territórios da Paz”, aberto nesta quinta-feira (24/2), em Brasília, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O evento termina amanhã (25/2) resultada de iniciativa do governo brasileiro, por meio do Ministério da Justiça em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Este projeto, que incluiu diferentes levantamentos, foi realizado pelo FBSP no período de janeiro de 2009 a fevereiro de 2011 com recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). A iniciativa do governo federal oferece subsídios para a formulação de políticas públicas de prevenção da criminalidade entre adolescentes e jovens, além de construir referenciais metodológicos para auxiliar nas intervenções do poder público em territórios com elevados níveis de violência.
O mapa da violência
Segundo a pesquisa, a proporção de jovens no Brasil já foi maior há algumas décadas: “…para o ano de 2008 o país contava com um contingente de 34,6 milhões de jovens na faixa dos 15 aos 24 anos de idade. Esse quantitativo representa 18,3% do total dos 189,6 milhões de habitantes que a instituição projetava para o país. A proporção já foi maior. Em 1980, existia menor quantidade absoluta de jovens: 25,1 milhões mas, no total dos 118,7 milhões de habitantes, representavam 21,1%”
O documento relata ainda que os jovens da década de 80 tinham as epidemias e doenças infecciosas como as principais ameaças às suas vidas. Atualmente, essas causas foram substituídas pelas chamadas “causas externas” representadas, principalmente, pelos acidentes de trânsito e homicídios. Esses fatores externos têm números alarmantes se ligados à população jovem:
“Em 1980, as ‘causas externas’ já eram responsáveis por aproximadamente a metade (52,9%) do total de mortes dos jovens do país. Vinte e oito anos depois, em 2008, dos 46.154 óbitos juvenis registrados no SIM/SVS/MS, 33.770 tiveram sua origem em causas externas, pelo que esse percentual elevou-se de forma drástica: em 2004, quase ¾ de nossos jovens (72,1%) morreram por causas externas.”
O estudo informa ainda que 62,8% das mortes de jovens em todo o país ocorreram por homicídios, acidentes de transportes e suicídios. O mesmo documento aponta que, em 2004, foi detectada queda expressiva, por dois anos consecutivos, nos índices de homicídios e atribui essa baixa significativa ao “Estatuto e à Campanha do Desarmamento” lançados naquele ano.
Alguns estados também tem reduzido a média de homicídios nas respectivas regiões, com tendência a diminuir seus índices, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enquanto Pará, Alagoas e Goiás praticamente dobraram os seus números. A pesquisa sugere que essa inversão nos índices dos estados possa ter sido provocada pelo Plano Nacional de Segurança Pública e pelo Fundo Nacional de Segurança que canalizaram seus recursos para o aparelhamento das regiões de maior incidência, o que dificultou a ação e provocou a migração para locais de menor risco, provocando o aumento de homicídios na região.
Alguns acontecimentos observados em pesquisas anteriores continuam intactos como a quase totalidade das vítimas de homicídios ser do sexo masculino e ainda os elevados níveis de vítimas de cor preta nesses casos, morrendo mais que o dobro de cor branca.
http://blog.planalto.gov.br/mapa-da-violencia-2011-aponta-causas-de-homicidios-entre-jovens-no-brasil/
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
A formação do profissional em comunicação ambiental
Por Vilmar Berna*, do Portal do Meio Ambiente
Conta-se que um dia o editor pediu a um repórter para escrever sobre Jesus Cristo, e o repórter, prudentemente, perguntou: "Contra ou a favor?" É uma brincadeira, naturalmente, mas revela um aspecto da informação, o de que pode ser abordada por diferentes ângulos. Com a informação ambiental não é diferente.
Como não existe neutralidade em nada na vida, não existe também na informação. O olhar do observador muda o objeto da observação ensinou Einstein na Teoria da Relatividade. Cada um de nós carrega uma história de vida, uma formação e auto-formação profissional, valores, utopias, ética, que nos torna únicos em relação aos demais.
Por isso, informar é fazer escolhas, o que só pode acontecer onde existir liberdade, como nas democracias. Em ditaduras, o que existe é a verdade única dos dominadores. Além da liberdade, precisamos de ética para definir o que devemos divulgar, pois nem sempre podemos tudo o que queremos. Uma informação pode encobrir mais que revela. Dependendo do observador, um aspecto da informação poderá estar sendo mais revelado que outro, e ambos podem ser verdadeiros - ou tendenciosos, ou falsos.
Escolher significa que uma informação pode ser tratada pelo seu lado técnico ou político, pelo lado da cidadania ou da educação ambiental, e assim por diante. E mesmo quando se escolhe abordar pelo lado técnico, aí também poderá admitir variações, pois tanto pode tender para a biologia, ou engenharia, ou direito, etc. Mas, por qualquer ângulo que se resolva abordar uma informação, sempre existirão outros ângulos que não foram percebidos ou foram deliberadamente deixados de lado. Informar envolve escolher, lançar luz sobre aspectos da realidade que consideramos importante e deixar os demais aspectos nas sombras, como se nosso olhar fosse uma espécie de farol. Muitas vezes é aí que um profissional se destaca dos demais e ganha o respeito do público, quando vai além de onde ou outros já foram e revela um aspecto da informação que estava oculto nas sombras.
E é esse fato que coloca o profissional da comunicação numa posição estratégica na sociedade. Assim como se espera que um médico seja capaz de diagnosticar um problema e aplicar o tratamento da maneira mais eficaz possível, se requer o mesmo de um profissional da comunicação em relação à verdade. Ele deve reunir as competências e a qualificação para revelar a verdade dos fatos, ainda que a verdade tenha a tendência de se ocultar nos vãos. Por que podemos perceber a verdade, mas sempre que a vamos transmitir o fazemos através de nós e tendemos a alterar a verdade ao falarmos ou escrevermos sobre ela.
Por exemplo, vivemos numa sociedade injusta, dividida entre dominadores e dominados. A informação pode se prestar a ser um instrumento de libertação ou de alienação, pode promover a manutenção do modelo ou provocar mudanças. Isso é especialmente importante na informação ambiental diante de um mundo dividido entre dois modelos e estilos de vida, um que trouxe a humanidade até a beira de um possível colapso ambiental, e outro que propõe o caminho da sustentabilidade.
Se enquanto cidadão, não existe neutralidade, enquanto profissional é preciso saber manter um distanciamento dos fatos para conseguir transmitir uma informação a mais próxima da realidade. Será preciso ouvir e cruzar as fontes envolvidas na questão, e não apenas os lados que nos agradam. Cabe ao público escolher, e não ao profissional. Não se trata de tarefa fácil, pois a realidade está mais para cinza que para preto e branco, e o espaço ou o tempo da noticia são bem curtos e o interesse do publico também.
Não se requer de um jornalista que cubra a área de esporte, por exemplo, que seja também um atleta. Mas na área ambiental, somos todos cidadãos, e o jornalista, por sua própria profissão, precisa ser um crítico da realidade, o que pode reforçar sua cidadania e a tendência em engajar-se em causas que enquanto cidadão considera importantes. O desafio é não deixar que este engajamento comprometa seu desempenho profissional, por exemplo, tendendo a ouvir mais as fontes que o agradam enquanto cidadão e distorcendo ou exagerando as declarações das fontes que o desagradam. Um jornalista engajado com a defesa do meio ambiente tenderá a valorizar muito mais aos ambientalistas, como fontes, que aos poluidores. Entretanto, o público tem o direito de saber de todos os aspectos envolvidos nos fatos, pois cabe a ele, e não ao jornalista, fazer as escolhas. Para um jornalista engajado não disposto a fazer concessões, existe o caminho profissional em instituições dedicadas à defesa do meio ambiente, que cada vez mais valorizam profissionais que 'vestem a camisa' de suas causas. Já na mídia de massa, não especializada em meio ambiente, o engajamento poderá não ser tão bem acolhido.
Um dos maiores patrimônios de um profissional da comunicação é a sua credibilidade. E assim como é bem difícil construí-la é bem fácil perdê-la. Basta ser descoberto, por exemplo, envolvido na divulgação de mentiras ou meias verdades, para beneficiar um lado em detrimento do outro. Ou quando diz uma coisa e pratica outra. O que faz a diferença entre um bom e um mau profissional não é o seu talento e capacidade, mas sua credibilidade. Um profissional sem credibilidade pode ter um texto brilhante ou um tom de voz imponente, mas dificilmente conquistará o respeito do público, das fontes e dos colegas de profissão. A credibilidade permite, entre outras vantagens, construir uma sólida rede de fontes, e que irá acompanhá-lo aonde for. E isso poderá fazer toda a diferença. Por mais brilhante e superdotado que um profissional seja, diante da complexidade da realidade, jamais será capaz de saber tudo. Então, não tem de assumir a postura arrogante de quem acha que domina um assunto, pois o impedirá de estabelecer parcerias e relacionamentos com técnicos e cientistas que dominam melhor o assunto e que quase sempre ajudam de bom grado, desde que sejam procurados e tratados com o respeito que merecem pelo conhecimento adquirido.
Nossas caixas de e-mail são invadidas diariamente por centenas de informações das mais variadas fontes, e pode parecer mais cômodo sucumbir à mesmice reproduzindo o senso comum que pode não ser verdadeiro. Por exemplo, o planeta esta aquecendo ou esfriando? As mudanças climáticas são verdadeiras ou falsas? Os desastres e fenômenos climáticos extremos são efeito direto das mudanças climáticas ou podem ter outras causas?
Alem disso, a informação não 'fala' apenas ao intelecto, mas também ao coração. Muitas pessoas podem lembrar a importância que uma informação teve em suas vidas, por exemplo, no momento em que decidiram abraçar uma carreira, ou uma causa, ou uma mudança qualquer que pode ter começado com a leitura de um texto, uma aula de um professor, as palavras de um palestrante. A informação carrega em si o poder de revolucionar uma vida ou uma nação, por que é portadora de idéias, de valores e pode sensibilizar, emocionar, convencer.
Formação profissional alguma será capaz de dar conta de tamanha desafio e complexidade! Terá de ser uma tarefa para a vida inteira, um processo continuo de auto-formação, onde se aprende muito mais com os próprios erros, e se aprende a aprender.
*Vilmar Sidnei Demamam Berna é escritor e jornalista, fundou a REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente) e o Portal do Meio Ambiente ( http://www.portaldomeioambiente.org.br/). Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas – http://www.escritorvilmarberna.com.br/
(Envolverde/O autor)
Conta-se que um dia o editor pediu a um repórter para escrever sobre Jesus Cristo, e o repórter, prudentemente, perguntou: "Contra ou a favor?" É uma brincadeira, naturalmente, mas revela um aspecto da informação, o de que pode ser abordada por diferentes ângulos. Com a informação ambiental não é diferente.
Como não existe neutralidade em nada na vida, não existe também na informação. O olhar do observador muda o objeto da observação ensinou Einstein na Teoria da Relatividade. Cada um de nós carrega uma história de vida, uma formação e auto-formação profissional, valores, utopias, ética, que nos torna únicos em relação aos demais.
Por isso, informar é fazer escolhas, o que só pode acontecer onde existir liberdade, como nas democracias. Em ditaduras, o que existe é a verdade única dos dominadores. Além da liberdade, precisamos de ética para definir o que devemos divulgar, pois nem sempre podemos tudo o que queremos. Uma informação pode encobrir mais que revela. Dependendo do observador, um aspecto da informação poderá estar sendo mais revelado que outro, e ambos podem ser verdadeiros - ou tendenciosos, ou falsos.
Escolher significa que uma informação pode ser tratada pelo seu lado técnico ou político, pelo lado da cidadania ou da educação ambiental, e assim por diante. E mesmo quando se escolhe abordar pelo lado técnico, aí também poderá admitir variações, pois tanto pode tender para a biologia, ou engenharia, ou direito, etc. Mas, por qualquer ângulo que se resolva abordar uma informação, sempre existirão outros ângulos que não foram percebidos ou foram deliberadamente deixados de lado. Informar envolve escolher, lançar luz sobre aspectos da realidade que consideramos importante e deixar os demais aspectos nas sombras, como se nosso olhar fosse uma espécie de farol. Muitas vezes é aí que um profissional se destaca dos demais e ganha o respeito do público, quando vai além de onde ou outros já foram e revela um aspecto da informação que estava oculto nas sombras.
E é esse fato que coloca o profissional da comunicação numa posição estratégica na sociedade. Assim como se espera que um médico seja capaz de diagnosticar um problema e aplicar o tratamento da maneira mais eficaz possível, se requer o mesmo de um profissional da comunicação em relação à verdade. Ele deve reunir as competências e a qualificação para revelar a verdade dos fatos, ainda que a verdade tenha a tendência de se ocultar nos vãos. Por que podemos perceber a verdade, mas sempre que a vamos transmitir o fazemos através de nós e tendemos a alterar a verdade ao falarmos ou escrevermos sobre ela.
Por exemplo, vivemos numa sociedade injusta, dividida entre dominadores e dominados. A informação pode se prestar a ser um instrumento de libertação ou de alienação, pode promover a manutenção do modelo ou provocar mudanças. Isso é especialmente importante na informação ambiental diante de um mundo dividido entre dois modelos e estilos de vida, um que trouxe a humanidade até a beira de um possível colapso ambiental, e outro que propõe o caminho da sustentabilidade.
Se enquanto cidadão, não existe neutralidade, enquanto profissional é preciso saber manter um distanciamento dos fatos para conseguir transmitir uma informação a mais próxima da realidade. Será preciso ouvir e cruzar as fontes envolvidas na questão, e não apenas os lados que nos agradam. Cabe ao público escolher, e não ao profissional. Não se trata de tarefa fácil, pois a realidade está mais para cinza que para preto e branco, e o espaço ou o tempo da noticia são bem curtos e o interesse do publico também.
Não se requer de um jornalista que cubra a área de esporte, por exemplo, que seja também um atleta. Mas na área ambiental, somos todos cidadãos, e o jornalista, por sua própria profissão, precisa ser um crítico da realidade, o que pode reforçar sua cidadania e a tendência em engajar-se em causas que enquanto cidadão considera importantes. O desafio é não deixar que este engajamento comprometa seu desempenho profissional, por exemplo, tendendo a ouvir mais as fontes que o agradam enquanto cidadão e distorcendo ou exagerando as declarações das fontes que o desagradam. Um jornalista engajado com a defesa do meio ambiente tenderá a valorizar muito mais aos ambientalistas, como fontes, que aos poluidores. Entretanto, o público tem o direito de saber de todos os aspectos envolvidos nos fatos, pois cabe a ele, e não ao jornalista, fazer as escolhas. Para um jornalista engajado não disposto a fazer concessões, existe o caminho profissional em instituições dedicadas à defesa do meio ambiente, que cada vez mais valorizam profissionais que 'vestem a camisa' de suas causas. Já na mídia de massa, não especializada em meio ambiente, o engajamento poderá não ser tão bem acolhido.
Um dos maiores patrimônios de um profissional da comunicação é a sua credibilidade. E assim como é bem difícil construí-la é bem fácil perdê-la. Basta ser descoberto, por exemplo, envolvido na divulgação de mentiras ou meias verdades, para beneficiar um lado em detrimento do outro. Ou quando diz uma coisa e pratica outra. O que faz a diferença entre um bom e um mau profissional não é o seu talento e capacidade, mas sua credibilidade. Um profissional sem credibilidade pode ter um texto brilhante ou um tom de voz imponente, mas dificilmente conquistará o respeito do público, das fontes e dos colegas de profissão. A credibilidade permite, entre outras vantagens, construir uma sólida rede de fontes, e que irá acompanhá-lo aonde for. E isso poderá fazer toda a diferença. Por mais brilhante e superdotado que um profissional seja, diante da complexidade da realidade, jamais será capaz de saber tudo. Então, não tem de assumir a postura arrogante de quem acha que domina um assunto, pois o impedirá de estabelecer parcerias e relacionamentos com técnicos e cientistas que dominam melhor o assunto e que quase sempre ajudam de bom grado, desde que sejam procurados e tratados com o respeito que merecem pelo conhecimento adquirido.
Nossas caixas de e-mail são invadidas diariamente por centenas de informações das mais variadas fontes, e pode parecer mais cômodo sucumbir à mesmice reproduzindo o senso comum que pode não ser verdadeiro. Por exemplo, o planeta esta aquecendo ou esfriando? As mudanças climáticas são verdadeiras ou falsas? Os desastres e fenômenos climáticos extremos são efeito direto das mudanças climáticas ou podem ter outras causas?
Alem disso, a informação não 'fala' apenas ao intelecto, mas também ao coração. Muitas pessoas podem lembrar a importância que uma informação teve em suas vidas, por exemplo, no momento em que decidiram abraçar uma carreira, ou uma causa, ou uma mudança qualquer que pode ter começado com a leitura de um texto, uma aula de um professor, as palavras de um palestrante. A informação carrega em si o poder de revolucionar uma vida ou uma nação, por que é portadora de idéias, de valores e pode sensibilizar, emocionar, convencer.
Formação profissional alguma será capaz de dar conta de tamanha desafio e complexidade! Terá de ser uma tarefa para a vida inteira, um processo continuo de auto-formação, onde se aprende muito mais com os próprios erros, e se aprende a aprender.
*Vilmar Sidnei Demamam Berna é escritor e jornalista, fundou a REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental e edita deste janeiro de 1996 a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente) e o Portal do Meio Ambiente ( http://www.portaldomeioambiente.org.br/). Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas – http://www.escritorvilmarberna.com.br/
(Envolverde/O autor)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Dilma destaca papel das universidades no combate ao crack
Sex, 18 de Fevereiro de 2011 11:56
Os investimentos feitos pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas universidades federais e, em especial, no corpo docente dessas entidades foram apontados nesta quinta-feira (17) pela presidente Dilma Rousseff como fundamentais para o enfrentamento ao crack.
A avaliação foi feita na abertura do seminário sobre a implantação dos centros regionais de Referência em Crack e Outras Drogas.
"Essa é uma droga que apresenta o desafio de não ter, no plano mundial, um acervo de conhecimento e acúmulo de metodologia de tratamento", disse Dilma Rousseff, dirigindo-se aos representantes de 46 instituições federais de ensino superior responsáveis pelos 49 projetos que capacitarão mais de 14 mil pessoas para atuar na área.
Por esse motivo, acrescentou a presidente, "a valorização dada pelo governo Lula às universidades federais contribui para essa devolução que os senhores podem fazer à sociedade brasileira. A participação [das universidades federais] é estratégica para o pioneirismo desses centros de referência", disse ela, que ressaltou a importância dessas instituições para a capacitação de pessoal e para a definição de políticas de reinserção.
"Precisamos formar profissionais. Sabemos que essa é uma droga que tem uma capacidade de propagação muito elevada e que, atrás do eixo da prevenção, pelo qual precisamos impedir que mais pessoas sejam vítimas do crack, são necessárias intervenções visando tratamentos, clínicas e enfermarias especializadas, além de políticas de reinserção", afirmou.
Lugar privilegiado - "Vocês estão em um lugar privilegiado, que estrutura as condições de enfrentamento da droga, para compreender e entender seus mecanismos. Atrelar todas as variáveis dos diferentes saberes nesse projeto vai ser uma das maiores armas nesse enfrentamento", disse a presidente. "Espero que vocês decifrem para que a gente possa, em termos sociais, desenvolver o projeto", completou.
Dilma reiterou o papel relevante da Polícia Federal (PF) nas ações do governo contra as drogas. "Tudo passa também por um processo de combate ao crime organizado. A PF será reforçada para esse combate sem quartel, porque a entrada se dá pelas fronteiras e pela estrutura de distribuição do crime organizado".
Agência Brasil
Os investimentos feitos pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas universidades federais e, em especial, no corpo docente dessas entidades foram apontados nesta quinta-feira (17) pela presidente Dilma Rousseff como fundamentais para o enfrentamento ao crack.
A avaliação foi feita na abertura do seminário sobre a implantação dos centros regionais de Referência em Crack e Outras Drogas.
"Essa é uma droga que apresenta o desafio de não ter, no plano mundial, um acervo de conhecimento e acúmulo de metodologia de tratamento", disse Dilma Rousseff, dirigindo-se aos representantes de 46 instituições federais de ensino superior responsáveis pelos 49 projetos que capacitarão mais de 14 mil pessoas para atuar na área.
Por esse motivo, acrescentou a presidente, "a valorização dada pelo governo Lula às universidades federais contribui para essa devolução que os senhores podem fazer à sociedade brasileira. A participação [das universidades federais] é estratégica para o pioneirismo desses centros de referência", disse ela, que ressaltou a importância dessas instituições para a capacitação de pessoal e para a definição de políticas de reinserção.
"Precisamos formar profissionais. Sabemos que essa é uma droga que tem uma capacidade de propagação muito elevada e que, atrás do eixo da prevenção, pelo qual precisamos impedir que mais pessoas sejam vítimas do crack, são necessárias intervenções visando tratamentos, clínicas e enfermarias especializadas, além de políticas de reinserção", afirmou.
Lugar privilegiado - "Vocês estão em um lugar privilegiado, que estrutura as condições de enfrentamento da droga, para compreender e entender seus mecanismos. Atrelar todas as variáveis dos diferentes saberes nesse projeto vai ser uma das maiores armas nesse enfrentamento", disse a presidente. "Espero que vocês decifrem para que a gente possa, em termos sociais, desenvolver o projeto", completou.
Dilma reiterou o papel relevante da Polícia Federal (PF) nas ações do governo contra as drogas. "Tudo passa também por um processo de combate ao crime organizado. A PF será reforçada para esse combate sem quartel, porque a entrada se dá pelas fronteiras e pela estrutura de distribuição do crime organizado".
Agência Brasil
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