DIA 09 ÀS 19 H NA CÂMARA MUNICIPAL
VOCÊ
TEM UM ENCONTRO COM ARNALDO MARCOLINO
DO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE
PARA DEBATER O PAPEL DA POPULAÇÃO NO FUNCIONAMENTO DO
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
quinta-feira, 31 de março de 2011
ENCONTRO COM O DEPUTADO SIMÃO PEDRO EM UBATUBA
amigas e amigos
O Deputado Estadual Simão Pedro vem a Ubatuba, no dia primeiro de Abril, sexta-feira.
A visita será para agradecimento dos votos obtidos na cidade em 2010, já que o deputado foi o mais votado do PT no município e tem um relacionamento de longa data conosco.
Conto com a presença, no horário e local da agenda que lhe for mais apropriado. O importante é que compareça, para ouvir as palavras do deputado, que agora nos ajudará muito nos
caminhos que temos de percorrer até 2012.
Conto com participação e ajuda na divulgação.
Maurício Moromizato
A AGENDA é a seguinte:
SEXTA-FEIRA, 01 DE ABRIL DE 2011
11h-12h - Agradecimento de votos e reunião com companheiros e eleitores da região sul de Ubatuba
Quilombo da Caçandoca.
13-15h - almoço com equipe de campanha e reunião com comunidade do pé-da-serra e região oeste -
Local: sede da fundação alavanca, na Rodovia Osvaldo Cruz, 6345
Aproveitará para conhecer a instituição e o projeto cine-comunidade, realizado com recursos de emenda parlamentar do mesmo;
16h-17h - Reunião com empresários e donos de quiosques
Restaurante BOM KILO - Av. Wilson Abirached, ao lado da Banca do Bia - Praia Grande
17:30-18:30hs - café com militância do PT
Diretório Municipal do PT - Rua Dr. Esteves da Silva, 147 sala 09 - Shopping Iperoig
Em todos os momentos a pauta será o agradecimento pela votação obtida em 2012, a apresentação do mandato e os desafios que teremos pela frente,
junto com as diversas realidades que temos aqui em Ubatuba e o apoio que teremos desde agora para os enfrentamentos que estão por vir.
Obrigado,
Maurício Moromizato
O Deputado Estadual Simão Pedro vem a Ubatuba, no dia primeiro de Abril, sexta-feira.
A visita será para agradecimento dos votos obtidos na cidade em 2010, já que o deputado foi o mais votado do PT no município e tem um relacionamento de longa data conosco.
Conto com a presença, no horário e local da agenda que lhe for mais apropriado. O importante é que compareça, para ouvir as palavras do deputado, que agora nos ajudará muito nos
caminhos que temos de percorrer até 2012.
Conto com participação e ajuda na divulgação.
Maurício Moromizato
A AGENDA é a seguinte:
SEXTA-FEIRA, 01 DE ABRIL DE 2011
11h-12h - Agradecimento de votos e reunião com companheiros e eleitores da região sul de Ubatuba
Quilombo da Caçandoca.
13-15h - almoço com equipe de campanha e reunião com comunidade do pé-da-serra e região oeste -
Local: sede da fundação alavanca, na Rodovia Osvaldo Cruz, 6345
Aproveitará para conhecer a instituição e o projeto cine-comunidade, realizado com recursos de emenda parlamentar do mesmo;
16h-17h - Reunião com empresários e donos de quiosques
Restaurante BOM KILO - Av. Wilson Abirached, ao lado da Banca do Bia - Praia Grande
17:30-18:30hs - café com militância do PT
Diretório Municipal do PT - Rua Dr. Esteves da Silva, 147 sala 09 - Shopping Iperoig
Em todos os momentos a pauta será o agradecimento pela votação obtida em 2012, a apresentação do mandato e os desafios que teremos pela frente,
junto com as diversas realidades que temos aqui em Ubatuba e o apoio que teremos desde agora para os enfrentamentos que estão por vir.
Obrigado,
Maurício Moromizato
quarta-feira, 30 de março de 2011
”O STF mais parece uma casa de horrores”, afirma filósofo
Publicado em março 30, 2011 por outrapoliticaemsampa
Vladimir Safatle, Folha de S. Paulo, 29 de março de 2011
Há momentos em que o STF mais parece uma casa de horrores. Como se não bastasse ter se notabilizado nos últimos anos por tirar da cadeia banqueiros corruptores e proteger torturadores da ditadura militar, ele agora conseguiu colocar em xeque a aplicação de uma lei que visava impedir políticos em julgamento de se apresentar em eleições.
Se levarmos em conta as argumentações de certos juízes do STF, nem sequer a aplicação da lei a partir de 2012 está realmente garantida.
Alguns defensores da decisão afirmaram que a lei quebrava o conceito de inocência presumida. No entanto, ela era principalmente um dispositivo de segurança social contra políticos que já haviam sido condenados em alguma instância, isso ao criar uma suspensão da possibilidade de concorrer a novas eleições enquanto durar o processo.
Não se trata de julgamento consumado, mas parte de um procedimento de julgamento em curso. Pessoas já julgadas em primeira instância devem se afastar de cargos públicos até ficar claro que não representam risco ao funcionamento do processo político.
Não se pode dizer que a lei quebre a vontade popular. Aquele que recorre sistematicamente à compra de votos, ao abuso do poder econômico, ao monopólio de mídias locais, produz distorções profundas no processo eleitoral.
Eles calam as vozes dissonantes, aproveitam-se de situações de vulnerabilidade, como a miséria e a necessidade de amparo social, criando relações forçadas de dependência. Por isso, tais distorções impedem que a vontade popular se expresse.
Da mesma forma, dizer que a mera leitura do artigo 16 da Constituição Federal resolvia a questão é, no mínimo, considerar a quase metade do STF, que votou a favor da aplicação da Lei Ficha Limpa para a eleição de 2010, como inapta.
Pode-se sempre argumentar que o espírito da lei visava impedir mudanças casuístas de regras no meio do processo eleitoral, isso a fim de privilegiar partidos ou grupos. A Lei da Ficha Limpa estava longe de ser algo dessa natureza.
Por fim, é aterrador ouvir juízes afirmarem que a opinião pública não deve ser levada em conta ao se interpretar a lei. Isso revela o caráter monárquico do Judiciário.
Trata-se de um poder sem participação popular em nenhuma de suas instâncias. No Brasil, nem sequer promotores públicos são eleitos.
Amparados num positivismo jurídico equivocado, eles se esquecem de se perguntar sobre qual vontade popular está por trás da letra da lei.
O que não é estranho para alguém que nunca precisará prestar contas ao povo (como é o caso do Executivo e do Legislativo). Por isso, as discussões sobre reformas do Judiciário deveriam partir da necessidade de sanar o deficit democrático desse poder.
Vladimir Safatle, Folha de S. Paulo, 29 de março de 2011
Há momentos em que o STF mais parece uma casa de horrores. Como se não bastasse ter se notabilizado nos últimos anos por tirar da cadeia banqueiros corruptores e proteger torturadores da ditadura militar, ele agora conseguiu colocar em xeque a aplicação de uma lei que visava impedir políticos em julgamento de se apresentar em eleições.
Se levarmos em conta as argumentações de certos juízes do STF, nem sequer a aplicação da lei a partir de 2012 está realmente garantida.
Alguns defensores da decisão afirmaram que a lei quebrava o conceito de inocência presumida. No entanto, ela era principalmente um dispositivo de segurança social contra políticos que já haviam sido condenados em alguma instância, isso ao criar uma suspensão da possibilidade de concorrer a novas eleições enquanto durar o processo.
Não se trata de julgamento consumado, mas parte de um procedimento de julgamento em curso. Pessoas já julgadas em primeira instância devem se afastar de cargos públicos até ficar claro que não representam risco ao funcionamento do processo político.
Não se pode dizer que a lei quebre a vontade popular. Aquele que recorre sistematicamente à compra de votos, ao abuso do poder econômico, ao monopólio de mídias locais, produz distorções profundas no processo eleitoral.
Eles calam as vozes dissonantes, aproveitam-se de situações de vulnerabilidade, como a miséria e a necessidade de amparo social, criando relações forçadas de dependência. Por isso, tais distorções impedem que a vontade popular se expresse.
Da mesma forma, dizer que a mera leitura do artigo 16 da Constituição Federal resolvia a questão é, no mínimo, considerar a quase metade do STF, que votou a favor da aplicação da Lei Ficha Limpa para a eleição de 2010, como inapta.
Pode-se sempre argumentar que o espírito da lei visava impedir mudanças casuístas de regras no meio do processo eleitoral, isso a fim de privilegiar partidos ou grupos. A Lei da Ficha Limpa estava longe de ser algo dessa natureza.
Por fim, é aterrador ouvir juízes afirmarem que a opinião pública não deve ser levada em conta ao se interpretar a lei. Isso revela o caráter monárquico do Judiciário.
Trata-se de um poder sem participação popular em nenhuma de suas instâncias. No Brasil, nem sequer promotores públicos são eleitos.
Amparados num positivismo jurídico equivocado, eles se esquecem de se perguntar sobre qual vontade popular está por trás da letra da lei.
O que não é estranho para alguém que nunca precisará prestar contas ao povo (como é o caso do Executivo e do Legislativo). Por isso, as discussões sobre reformas do Judiciário deveriam partir da necessidade de sanar o deficit democrático desse poder.
sábado, 26 de março de 2011
Contra o tráfico de pessoas
Adital
Priscila Siqueira, da ONG Serviço à Mulher Marginalizada
Paulo Lima/ Balaio de Noticias -
As estatísticas são impressionantes. De acordo com a ONU, de 1 a 4 milhões de pessoas são traficadas anualmente no mundo. As maiores vítimas são mulheres jovens e meninas. A atividade criminosa movimenta anualmente cerca de US$ 12 bilhões. Trata-se da terceira atividade ilegal no mundo, só ficando atrás do tráfico de armamento e drogas.
O Brasil responde com cerca de 15% das mulheres que deixam a América Latina para trabalhar em prostíbulos e saunas no mundo inteiro, segundo denúncia apresentada no 1º Seminário Internacional sobre Tráficos de Seres Humanos, ocorrido em 2000, em Brasília.
Há cerca de 75 mil mulheres brasileiras se prostituindo em países da Europa, segundo estatísticas da Fundação Helsinque. O crime tem à sua disposição 131 rotas de tráfico de mulheres, segundo reportagem da Folha.
Para evitar a divulgação desse “cartão postal” pouco lisonjeiro do País, foi criada há 12 anos a ONG Serviço à Mulher Marginalizada (SMM), com sede em São Paulo, que conta com a articulação da jornalista Priscila Siqueira.
Autora do estudo “Tráfico de mulheres – oferta, demanda, impunidade”, Priscila tem participado de encontros e seminários no exterior que procuram discutir o problema. Ano passado esteve na Alemanha e nos Estados Unidos.
A exploração sexual de mulheres, tão presente no Brasil, especialmente no Nordeste, não está na pauta da nossa imprensa da forma que deveria. “Agora, após o governo Lula, quando o assunto deixou de ser tabu, é que a imprensa de nosso País tem dado atenção a essa questão”, diz Priscila.
Mas na imprensa americana o tema tem sido alvo de matérias especiais. Este é o caso, segundo Priscila, das reportagens de Nicholas D. Kristof, do New York Times, que há anos vem denunciando a exploração sexual de mulheres na Ásia. As reportagens de Nicholas,com amplos recursos multimídia, estão disponíveis na versão online do NYT.
Segundo Priscila, apesar de algumas práticas isoladas de combate à exploração sexual já começarem a surgir no Brasil é o Estado que precisa assumir a liderança dessas atitudes. A imprensa poderia ter um papel preponderante nesse processo, “ajudando a conscientizar a sociedade para o fato de que o problema não atinge somente as camadas mais pobres”.
Um dia antes de embarcar para a Noruega, onde foi ajudar numa campanha de conscientização sobre o tráfico de seres humanos, ela concedeu por e-mail a entrevista que se segue.
- Como o combate à exploração sexual comercial de mulheres e crianças, no Brasil, pode ser bem sucedido, enquanto perdurarem as condições de reprodução desse tráfico, como a pobreza, a miséria e níveis baixíssimos de educação?
Priscila Siqueira – Quando analisamos a questão do tráfico de seres humanos, sempre recorremos ao clássico triângulo de três lados iguais, que são a Oferta, a Demanda e a Impunidade. O que provoca a oferta são exatamente as condições econômicas degradantes que atingem milhões de pessoas no mundo como também em nosso País.
Obviamente estas condições econômicas são reforçadas por questões culturais, como o machismo e o patriarcalismo. Só que não podemos ficar à espera de que tais problemas terminem para enfrentarmos o tráfico de seres humanos. A luta é concomitante e dialética.
- Em quais regiões do Brasil a situação é mais alarmante?
P.S. – A pesquisa Pestraf [sobre tráfico de mulheres crianças e adolescentes para fins de exploração comercial no Brasil], de 2002, coordenada pelas pesquisadoras Maria Lúcia Leal e Maria de Fátima Leal, da Universidade de Brasília, mostra que no Nordeste brasileiro, assim como no Centro-Oeste, há um maior número de crianças e mulheres traficadas.
- Onde, no Brasil, vocês têm identificado as melhores práticas de combate a esse tipo de crime?
P.S. – As práticas de luta contra esse crime hediondo começam a aparecer em diversos lugares de nosso País. Por exemplo, o Rio Grande do Norte tem uma tradição de combate ao turismo sexual que não é a mesma coisa que tráfico de seres humanos, mas é uma porta aberta para que mulheres e crianças sejam traficadas. Por outro lado, em diferentes municípios brasileiros, ou o poder público ou a sociedade civil iniciou lutas de enfrentamento ao problema. Mas são atitudes isoladas que precisam ser assumidas num plano mais amplo sob a liderança do próprio Estado brasileiro.
- Na sua opinião, a atuação da imprensa brasileira tem sido satisfatória na denúncia desses problemas?
P.S. - Agora, após o governo Lula, quando o assunto deixou de ser tabu, é que a imprensa de nosso País tem dado atenção a essa questão.
- O que mais poderia ser feito por essa mesma imprensa?
P.S. – Ajudar a conscientizar a população que o tráfico de seres humanos existe e que não é somente uma ameaça às classes mais pobres (daí eu não preciso me preocupar), mas a toda sociedade brasileira.
- Você tem noção da atuação das imprensas americana e européia a respeito dessas questões?
P.S. – O New York Times tem publicado matérias sobre o tráfico principalmente na Ásia, onde o jornalista Nicholas D. Kristof – numa reportagem denúncia – chegou a comprar duas adolescentes com direito a recibo...
- Ano passado você participou na Alemanha de um encontro em que se discutiu o tráfico de mulheres, e esteve presente em reunião na ONU que tratou do tráfico de seres humanos. Que diretrizes foram retiradas desses encontros?
P.S. – Tanto na Alemanha quanto na ONU, nossa luta é mostrar que o tráfico de seres humanos tem relações profundas com a miséria e exploração dos países do terceiro mundo. A rota do tráfico de seres humanos é a rota da grana. As pessoas são presas fáceis do tráfico, pois estão atrás de condições mais dignas de vida. Por outro lado, o tráfico de seres humanos tem de ser encarado como um crime contra os Direitos Humanos, aliás, o pior desrespeito à dignidade humana na atualidade Queremos também trabalhar com a demanda para entendermos melhor o que faz um homem se sentir no direito de usar sexualmente uma criança ou uma mulher em situação de vulnerabilidade.
- A SMM mantém parceria com instituições internacionais? Como funcionam essas parcerias?
P.S. – Nossas parcerias são com agências internacionais (como a Igreja Reformanda da Noruega, a Cordaid e a Miserior), que nos permitem travar esta luta de enfrentamento à exploração sexual comercial de mulheres e crianças.
- E no Brasil, quais são as parcerias estabelecidas?
P.S. – No Brasil nossas parcerias são de trabalho com outras ONGs e movimentos que atuam na área.
- Não é contraditório que no Brasil o poder público tente combater o turismo sexual e, por outro lado, as políticas de incentivo ao turismo estimulem uma visão sensual dos nossos litorais?
P.S. – Essa é uma das nossas lutas – fazer com que se venda a imagem das paisagens brasileiras e não as bundas de nossas mulheres...
- Em sua opinião, a regulamentação da prostituição como profissão poderia inibir as atividades ilícitas em torno dessa atividade?
P.S. – A regulamentação da profissão de prostituta tem de ser discutida amplamente, principalmente com as profissionais do sexo. A formulação da lei tem de ser cuidadosa para não prejudicar ainda mais a mulher traficada, transformando o tráfico de seres humanos em uma atividade legal.
- Qual o ranking ocupado pelo comércio do tráfico de mulheres no mundo? Quanto o tráfico rende anualmente aos criminosos?
P.S. – Segundo a ONU, o tráfico de seres humanos é a terceira atividade ilegal no planeta, perdendo somente para o tráfico de armamentos e drogas, respectivamente. Daria um lucro anual de 12 bilhões de dólares.
- Qual a posição do Brasil nesse cenário?
P.S. – Infelizmente somos o campeão de “exportação” de mulheres e crianças para a indústria da prostituição no primeiro mundo em toda América do Sul.
- Diariamente a imprensa divulga casos de punição de crimes de naturezas diversas, mas pouco é noticiado sobre turismo sexual ou tráfico de pessoas. A lei existente é pouco efetiva a esse respeito?
P.S. – Lembra da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito, coordenada pela senadora Patrícia Saboya Gomes, do PPS, sobre exploração sexual de crianças e adolescentes, na qual vários figurões brasileiros foram implicados? Uma de nossas questões é saber como foram punidos e onde estão agora. Teve o caso de vereador condenado por exploração sexual de crianças que foi reeleito...
-Que orientação a SMM costuma oferecer a brasileiros ou brasileiras que recebem propostas “generosas” de trabalho no exterior?
P.S.–Temos publicações tentando alertar para os perigos de ofertas maravilhosas de emprego ou casamento no exterior. O SMM, juntamente com a Asbrad, uma ONG de Guarulhos, conseguiu que a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo colocasse em todos os passaportes emitidos no estado um folder alertando sobre esses perigos. Uma grande vitória que conseguimos é que hoje em dia a Polícia Federal de todo Brasil coloca em cada passaporte emitido no País um folder, não igual, mas que tem a mesma finalidade. A ação de duas ONGs transformou-se em uma política pública de defesa da mulher. Legal, não é?
-Que avaliação você faz da atuação do poder público no governo Lula, no combate desses problemas?
P.S. – Minha avaliação do Lula é dual: em relação à luta pontual contra o tráfico de seres humanos, nunca tivemos tanto apoio. Tanto que o SMM, juntamente com outras ONGs, foi chamado a discutir as políticas de enfrentamento que estão sendo formuladas pelo Ministério da Justiça, Secretaria das Mulheres e Secretaria de Direitos Humanos. Mas no que diz respeito a mandar dinheiro para fora do País, é igualzinho ao FHC... Sua política macroeconômica só está agravando ainda mais a fome, miséria etc., causas básicas do tráfico de seres humanos.
Priscila Siqueira, da ONG Serviço à Mulher Marginalizada
Paulo Lima/ Balaio de Noticias -
As estatísticas são impressionantes. De acordo com a ONU, de 1 a 4 milhões de pessoas são traficadas anualmente no mundo. As maiores vítimas são mulheres jovens e meninas. A atividade criminosa movimenta anualmente cerca de US$ 12 bilhões. Trata-se da terceira atividade ilegal no mundo, só ficando atrás do tráfico de armamento e drogas.
O Brasil responde com cerca de 15% das mulheres que deixam a América Latina para trabalhar em prostíbulos e saunas no mundo inteiro, segundo denúncia apresentada no 1º Seminário Internacional sobre Tráficos de Seres Humanos, ocorrido em 2000, em Brasília.
Há cerca de 75 mil mulheres brasileiras se prostituindo em países da Europa, segundo estatísticas da Fundação Helsinque. O crime tem à sua disposição 131 rotas de tráfico de mulheres, segundo reportagem da Folha.
Para evitar a divulgação desse “cartão postal” pouco lisonjeiro do País, foi criada há 12 anos a ONG Serviço à Mulher Marginalizada (SMM), com sede em São Paulo, que conta com a articulação da jornalista Priscila Siqueira.
Autora do estudo “Tráfico de mulheres – oferta, demanda, impunidade”, Priscila tem participado de encontros e seminários no exterior que procuram discutir o problema. Ano passado esteve na Alemanha e nos Estados Unidos.
A exploração sexual de mulheres, tão presente no Brasil, especialmente no Nordeste, não está na pauta da nossa imprensa da forma que deveria. “Agora, após o governo Lula, quando o assunto deixou de ser tabu, é que a imprensa de nosso País tem dado atenção a essa questão”, diz Priscila.
Mas na imprensa americana o tema tem sido alvo de matérias especiais. Este é o caso, segundo Priscila, das reportagens de Nicholas D. Kristof, do New York Times, que há anos vem denunciando a exploração sexual de mulheres na Ásia. As reportagens de Nicholas,com amplos recursos multimídia, estão disponíveis na versão online do NYT.
Segundo Priscila, apesar de algumas práticas isoladas de combate à exploração sexual já começarem a surgir no Brasil é o Estado que precisa assumir a liderança dessas atitudes. A imprensa poderia ter um papel preponderante nesse processo, “ajudando a conscientizar a sociedade para o fato de que o problema não atinge somente as camadas mais pobres”.
Um dia antes de embarcar para a Noruega, onde foi ajudar numa campanha de conscientização sobre o tráfico de seres humanos, ela concedeu por e-mail a entrevista que se segue.
- Como o combate à exploração sexual comercial de mulheres e crianças, no Brasil, pode ser bem sucedido, enquanto perdurarem as condições de reprodução desse tráfico, como a pobreza, a miséria e níveis baixíssimos de educação?
Priscila Siqueira – Quando analisamos a questão do tráfico de seres humanos, sempre recorremos ao clássico triângulo de três lados iguais, que são a Oferta, a Demanda e a Impunidade. O que provoca a oferta são exatamente as condições econômicas degradantes que atingem milhões de pessoas no mundo como também em nosso País.
Obviamente estas condições econômicas são reforçadas por questões culturais, como o machismo e o patriarcalismo. Só que não podemos ficar à espera de que tais problemas terminem para enfrentarmos o tráfico de seres humanos. A luta é concomitante e dialética.
- Em quais regiões do Brasil a situação é mais alarmante?
P.S. – A pesquisa Pestraf [sobre tráfico de mulheres crianças e adolescentes para fins de exploração comercial no Brasil], de 2002, coordenada pelas pesquisadoras Maria Lúcia Leal e Maria de Fátima Leal, da Universidade de Brasília, mostra que no Nordeste brasileiro, assim como no Centro-Oeste, há um maior número de crianças e mulheres traficadas.
- Onde, no Brasil, vocês têm identificado as melhores práticas de combate a esse tipo de crime?
P.S. – As práticas de luta contra esse crime hediondo começam a aparecer em diversos lugares de nosso País. Por exemplo, o Rio Grande do Norte tem uma tradição de combate ao turismo sexual que não é a mesma coisa que tráfico de seres humanos, mas é uma porta aberta para que mulheres e crianças sejam traficadas. Por outro lado, em diferentes municípios brasileiros, ou o poder público ou a sociedade civil iniciou lutas de enfrentamento ao problema. Mas são atitudes isoladas que precisam ser assumidas num plano mais amplo sob a liderança do próprio Estado brasileiro.
- Na sua opinião, a atuação da imprensa brasileira tem sido satisfatória na denúncia desses problemas?
P.S. - Agora, após o governo Lula, quando o assunto deixou de ser tabu, é que a imprensa de nosso País tem dado atenção a essa questão.
- O que mais poderia ser feito por essa mesma imprensa?
P.S. – Ajudar a conscientizar a população que o tráfico de seres humanos existe e que não é somente uma ameaça às classes mais pobres (daí eu não preciso me preocupar), mas a toda sociedade brasileira.
- Você tem noção da atuação das imprensas americana e européia a respeito dessas questões?
P.S. – O New York Times tem publicado matérias sobre o tráfico principalmente na Ásia, onde o jornalista Nicholas D. Kristof – numa reportagem denúncia – chegou a comprar duas adolescentes com direito a recibo...
- Ano passado você participou na Alemanha de um encontro em que se discutiu o tráfico de mulheres, e esteve presente em reunião na ONU que tratou do tráfico de seres humanos. Que diretrizes foram retiradas desses encontros?
P.S. – Tanto na Alemanha quanto na ONU, nossa luta é mostrar que o tráfico de seres humanos tem relações profundas com a miséria e exploração dos países do terceiro mundo. A rota do tráfico de seres humanos é a rota da grana. As pessoas são presas fáceis do tráfico, pois estão atrás de condições mais dignas de vida. Por outro lado, o tráfico de seres humanos tem de ser encarado como um crime contra os Direitos Humanos, aliás, o pior desrespeito à dignidade humana na atualidade Queremos também trabalhar com a demanda para entendermos melhor o que faz um homem se sentir no direito de usar sexualmente uma criança ou uma mulher em situação de vulnerabilidade.
- A SMM mantém parceria com instituições internacionais? Como funcionam essas parcerias?
P.S. – Nossas parcerias são com agências internacionais (como a Igreja Reformanda da Noruega, a Cordaid e a Miserior), que nos permitem travar esta luta de enfrentamento à exploração sexual comercial de mulheres e crianças.
- E no Brasil, quais são as parcerias estabelecidas?
P.S. – No Brasil nossas parcerias são de trabalho com outras ONGs e movimentos que atuam na área.
- Não é contraditório que no Brasil o poder público tente combater o turismo sexual e, por outro lado, as políticas de incentivo ao turismo estimulem uma visão sensual dos nossos litorais?
P.S. – Essa é uma das nossas lutas – fazer com que se venda a imagem das paisagens brasileiras e não as bundas de nossas mulheres...
- Em sua opinião, a regulamentação da prostituição como profissão poderia inibir as atividades ilícitas em torno dessa atividade?
P.S. – A regulamentação da profissão de prostituta tem de ser discutida amplamente, principalmente com as profissionais do sexo. A formulação da lei tem de ser cuidadosa para não prejudicar ainda mais a mulher traficada, transformando o tráfico de seres humanos em uma atividade legal.
- Qual o ranking ocupado pelo comércio do tráfico de mulheres no mundo? Quanto o tráfico rende anualmente aos criminosos?
P.S. – Segundo a ONU, o tráfico de seres humanos é a terceira atividade ilegal no planeta, perdendo somente para o tráfico de armamentos e drogas, respectivamente. Daria um lucro anual de 12 bilhões de dólares.
- Qual a posição do Brasil nesse cenário?
P.S. – Infelizmente somos o campeão de “exportação” de mulheres e crianças para a indústria da prostituição no primeiro mundo em toda América do Sul.
- Diariamente a imprensa divulga casos de punição de crimes de naturezas diversas, mas pouco é noticiado sobre turismo sexual ou tráfico de pessoas. A lei existente é pouco efetiva a esse respeito?
P.S. – Lembra da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito, coordenada pela senadora Patrícia Saboya Gomes, do PPS, sobre exploração sexual de crianças e adolescentes, na qual vários figurões brasileiros foram implicados? Uma de nossas questões é saber como foram punidos e onde estão agora. Teve o caso de vereador condenado por exploração sexual de crianças que foi reeleito...
-Que orientação a SMM costuma oferecer a brasileiros ou brasileiras que recebem propostas “generosas” de trabalho no exterior?
P.S.–Temos publicações tentando alertar para os perigos de ofertas maravilhosas de emprego ou casamento no exterior. O SMM, juntamente com a Asbrad, uma ONG de Guarulhos, conseguiu que a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo colocasse em todos os passaportes emitidos no estado um folder alertando sobre esses perigos. Uma grande vitória que conseguimos é que hoje em dia a Polícia Federal de todo Brasil coloca em cada passaporte emitido no País um folder, não igual, mas que tem a mesma finalidade. A ação de duas ONGs transformou-se em uma política pública de defesa da mulher. Legal, não é?
-Que avaliação você faz da atuação do poder público no governo Lula, no combate desses problemas?
P.S. – Minha avaliação do Lula é dual: em relação à luta pontual contra o tráfico de seres humanos, nunca tivemos tanto apoio. Tanto que o SMM, juntamente com outras ONGs, foi chamado a discutir as políticas de enfrentamento que estão sendo formuladas pelo Ministério da Justiça, Secretaria das Mulheres e Secretaria de Direitos Humanos. Mas no que diz respeito a mandar dinheiro para fora do País, é igualzinho ao FHC... Sua política macroeconômica só está agravando ainda mais a fome, miséria etc., causas básicas do tráfico de seres humanos.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Óleo de planta ajuda a recuperar movimentos de vítimas de AVC
Segundo a pesquisa, o óleo ajuda a recuperar músculos de pacientes com AVC
Foto: Vivianne Paixão/Especial para Terra
O óleo essencial da Alpinia speciosa Schum, planta regional do Nordeste conhecida como 'Bastão do Imperador' e muito utilizada na fabricação de colônias para o candomblé, tem ação relaxante que ajuda na recuperação pacientes com o sistema nervoso lesionado por doença vascular encefálica, lesões de medula, paralisia cerebral, traumatismo crânio-encefálico, esclerose múltipla, entre outras enfermidades que atingem a via nervosa.
A descoberta, feita em Sergipe pela fisioterapeuta Edna Aragão Farias Cândido durante a conclusão do doutorado pela Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), já gerou patentes nacional e internacional.
Edna Aragão, que desenvolveu pesquisas no Centro de Fisioterapia da Universidade Tiradentes, em Aracaju (SE), avaliou quase mil grupos musculares e acompanhou 75 pacientes. Todos recobraram os movimentos. O caso mais significativo é o do lutador de jiu-jitsu sergipano João Alberto Alves, 31 anos.
Em 2007, Alves sofreu um acidente vascular encefálico após cirurgia para retirada da glândula tireoide. "Eu era independente e, de uma hora para outra, me vi precisando de ajuda para fazer tudo. Foi muito difícil", afirma o lutador que sequer levantava da cama, mas hoje usa o andador com facilidade e faz exercícios físicos.
Em uma situação patológica, por falta de controle do sistema nervoso central, os impulsos nervosos vindos da medula para o músculo ficam acentuados, causando espasticidade (espasmos) e, ao mesmo tempo, paralisia muscular. Em sua tese, a pesquisadora mostrou que o óleo atua nos canais de cálcio, responsáveis pela contração muscular. O excesso de cálcio promove a tensão do músculo. Sua normalização permite que o músculo contraia e relaxe normalmente, o que gera energia para novos movimentos.
Patentes
A pesquisa desenvolvida em Sergipe despertou o interesse da Hebron, fabricante de fitoterápicos com s ede em Recife (PE) e relações comerciais em países como Estados Unidos, Cuba, África do Sul, Portugal e Áustria. A empresa cultivou a planta, forneceu matéria-prima para o tratamento dos pacientes sergipanos e financiou equipamentos para a avaliação dos resultados.
Foram investidos cerca de R$ 30 mil que renderam patentes nacional e internacional à empresa pernambucana e ao Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), centro de laboratórios instalado em Aracaju, onde Edna Aragão realizou os estudos sobre a ação da Alpinia.
O próximo passo da Hebron e do ITP é conseguir autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para industrializar e comercializar o óleo essencial. A expectativa é que isso aconteça em 2012.
Foto: Vivianne Paixão/Especial para Terra
O óleo essencial da Alpinia speciosa Schum, planta regional do Nordeste conhecida como 'Bastão do Imperador' e muito utilizada na fabricação de colônias para o candomblé, tem ação relaxante que ajuda na recuperação pacientes com o sistema nervoso lesionado por doença vascular encefálica, lesões de medula, paralisia cerebral, traumatismo crânio-encefálico, esclerose múltipla, entre outras enfermidades que atingem a via nervosa.
A descoberta, feita em Sergipe pela fisioterapeuta Edna Aragão Farias Cândido durante a conclusão do doutorado pela Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), já gerou patentes nacional e internacional.
Edna Aragão, que desenvolveu pesquisas no Centro de Fisioterapia da Universidade Tiradentes, em Aracaju (SE), avaliou quase mil grupos musculares e acompanhou 75 pacientes. Todos recobraram os movimentos. O caso mais significativo é o do lutador de jiu-jitsu sergipano João Alberto Alves, 31 anos.
Em 2007, Alves sofreu um acidente vascular encefálico após cirurgia para retirada da glândula tireoide. "Eu era independente e, de uma hora para outra, me vi precisando de ajuda para fazer tudo. Foi muito difícil", afirma o lutador que sequer levantava da cama, mas hoje usa o andador com facilidade e faz exercícios físicos.
Em uma situação patológica, por falta de controle do sistema nervoso central, os impulsos nervosos vindos da medula para o músculo ficam acentuados, causando espasticidade (espasmos) e, ao mesmo tempo, paralisia muscular. Em sua tese, a pesquisadora mostrou que o óleo atua nos canais de cálcio, responsáveis pela contração muscular. O excesso de cálcio promove a tensão do músculo. Sua normalização permite que o músculo contraia e relaxe normalmente, o que gera energia para novos movimentos.
Patentes
A pesquisa desenvolvida em Sergipe despertou o interesse da Hebron, fabricante de fitoterápicos com s ede em Recife (PE) e relações comerciais em países como Estados Unidos, Cuba, África do Sul, Portugal e Áustria. A empresa cultivou a planta, forneceu matéria-prima para o tratamento dos pacientes sergipanos e financiou equipamentos para a avaliação dos resultados.
Foram investidos cerca de R$ 30 mil que renderam patentes nacional e internacional à empresa pernambucana e ao Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), centro de laboratórios instalado em Aracaju, onde Edna Aragão realizou os estudos sobre a ação da Alpinia.
O próximo passo da Hebron e do ITP é conseguir autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para industrializar e comercializar o óleo essencial. A expectativa é que isso aconteça em 2012.
quinta-feira, 24 de março de 2011
ANÚNCIO PARA ARRUMAR NAMORADA
UM JORNAL CEARENSE RECEBEU ESSE PEDIDO DE PUBLICAÇÃO DE ANUNCIO E, ACHANDO-O ENGRAÇADO, PEDIU AUTORIZAÇÃO PARA COLOCA-LO EM LOCAL DE DESTAQUE, SEM QUALQUER ACRESCIMO DE CUSTO. AFINAL, ERA COMICO. NÃO ESPERAVAM RESPOSTA. MAS... HOUVE A RESPOSTA... E, DA MESMA FORMA QUE O ANUNCIO INICIAL, RECEBEU LOCAL DE DESTAQUE EM SUA PUBLICAÇÃO.
Homem descasado procura...
Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem através deste anúncio, procurar mulher que só goste de homem, para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos:
O PRETENDIDO exige que a PRENTENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não descartando, evidentemente, aquelas de idade abaixo do limite inferior, descartando as acima do limite superior.
Devem ter um grau razoável de escolaridade, para que não digam, na frente de estranhos: 'menas vezes', 'quando eu si casar', 'pobrema no úter', 'eu já si operei de apênis', 'é de grátis', 'vamo de a pé', 'adoro tar com você' e outras pérolas gramaticais.
Os olhos podem ter qualquer cor, desde que sejam da mesma e olhem para uma só direção.
Os dentes, além de extremamente brancos, todos os 32, devem permanecer na boca ao deitar e nunca dormirem mergulhados num copo d'água.
Os seios devem ser firmes, do tamanho de um mamão papaia, cujos mamilos olhem sempre para o céu, quando muito para o purgatório, nunca para o inferno.
Devem ter consistência tal que não escapem pelos dedos, como massa de pão.
Por motivos óbvios, a boca e os lábios, devem ter consistência macia, não confundir com beiço.
A barriga, se existir, muito pequena e discreta, e não um ponto de referência.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE seja sexualmente normal, isto é, tenha orgasmos, se múltiplos melhor, mas mesmo que eventuais, quando acontecerem, que ela gema um pouco ou pisque os olhos, para que ele sinta-se sexualmente interessante. Independentemente da experiência sexual do PRETENDIDO, este exige que durante o ato sexual a PRETENDENTE não boceje, não ria, não fique vendo as horas no rádio relógio, não durma ou cochile.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE não tenha feito nenhuma sessão de análise, o que poderia camuflar, por algum tempo, uma eventual esquizofrenia.
A PRETENDENTE deverá ter um carro que ande, nem que seja uma Brasília, ou que tenha dinheiro para o táxi, uma vez que pela própria idade do PRETENDIDO, ele não tem mais paciência para levar namorada de madrugada para casa.
Enviar cartas com foto recente, de corpo inteiro, frente e costas, da PRETENDENTE, para a redação deste jornal, para o codinome:
'CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE'.
Resposta da Pretendente, publicada dias após, no mesmo periódico Cearense :
Prezado HOMEM DESCASADO...
Li seu anúncio no jornal e manifesto meu interesse em manter um compromisso duradouro com o senhor, desde que (é claro) o senhor também preencha outros 'certos' requisitos que considero básicos! Vale lembrar que tais exigências se baseiam em conclusões tiradas acerca do comportamento masculino em diversas relações frustradas, que só não deixaram marcas profundas em minha personalidade, porque 'graças a Deus', fiz anos de terapia, o que infelizmente contraria uma de suas exigências!
Quanto à idade convém ressaltar que espero que o senhor tenha a maturidade dos 40 anos e o vigor dos 28, e que seu grau de escolaridade supere a cultura que porventura tenha adquirido assistindo aos programas do 'Show do Milhão'...!
Seus olhos podem ser de qualquer cor desde que vejam algo além de jogos de futebol e revistas de mulher pelada. E seus dentes devem sorrir mesmo quando lhe for solicitado que lave a louça ou arrume a cama. Não é necessário que seus músculos tenham sido esculpidos pelo halterofilismo, mas que seus braços sejam fortes o suficiente para carregar as compras. Quanto à boca, por motivos também óbvios, além de cumprir com eficiência as funções a que se destinam, as bocas no relacionamento de um casal devem servir, inclusive, para pronunciar palavras doces e gentis e não somente: 'PEGA MAIS UMA CERVEJA AÍ, MULHER!'. A barriga, que é quase certo que o senhor a tenha, é tolerável, desde que não atrapalhe para abaixar ao pegar as cuecas e meias que jamais deverão ficar no chão. Quanto ao desempenho sexual espera-se que corresponda ao menos polidamente à 'performance' daquilo que o senhor 'diz que faz' aos seus amigos! E que durante o ato sexual, não precise levar para a cama livros do tipo: 'Manual do corpo humano' ou 'Mulher, esse ser estranho'!
No que diz respeito ao ítem alimentação, cumpre estar atualizado com a lista dos melhores restaurantes, ser um bom conhecedor de vinhos e toda espécie de iguarias, além de bancar as contas, evidentemente. Em relação ao carro, tornam-se desnecessário s os trajetos durante a madrugada, uma vez que, havendo correspondência nas exigências que por ora faço, pretendo mudar-me de mala e cuia para a sua casa ... meu amor!!!
ass: A COBRA
Homem descasado procura...
Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem através deste anúncio, procurar mulher que só goste de homem, para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos:
O PRETENDIDO exige que a PRENTENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não descartando, evidentemente, aquelas de idade abaixo do limite inferior, descartando as acima do limite superior.
Devem ter um grau razoável de escolaridade, para que não digam, na frente de estranhos: 'menas vezes', 'quando eu si casar', 'pobrema no úter', 'eu já si operei de apênis', 'é de grátis', 'vamo de a pé', 'adoro tar com você' e outras pérolas gramaticais.
Os olhos podem ter qualquer cor, desde que sejam da mesma e olhem para uma só direção.
Os dentes, além de extremamente brancos, todos os 32, devem permanecer na boca ao deitar e nunca dormirem mergulhados num copo d'água.
Os seios devem ser firmes, do tamanho de um mamão papaia, cujos mamilos olhem sempre para o céu, quando muito para o purgatório, nunca para o inferno.
Devem ter consistência tal que não escapem pelos dedos, como massa de pão.
Por motivos óbvios, a boca e os lábios, devem ter consistência macia, não confundir com beiço.
A barriga, se existir, muito pequena e discreta, e não um ponto de referência.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE seja sexualmente normal, isto é, tenha orgasmos, se múltiplos melhor, mas mesmo que eventuais, quando acontecerem, que ela gema um pouco ou pisque os olhos, para que ele sinta-se sexualmente interessante. Independentemente da experiência sexual do PRETENDIDO, este exige que durante o ato sexual a PRETENDENTE não boceje, não ria, não fique vendo as horas no rádio relógio, não durma ou cochile.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE não tenha feito nenhuma sessão de análise, o que poderia camuflar, por algum tempo, uma eventual esquizofrenia.
A PRETENDENTE deverá ter um carro que ande, nem que seja uma Brasília, ou que tenha dinheiro para o táxi, uma vez que pela própria idade do PRETENDIDO, ele não tem mais paciência para levar namorada de madrugada para casa.
Enviar cartas com foto recente, de corpo inteiro, frente e costas, da PRETENDENTE, para a redação deste jornal, para o codinome:
'CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE'.
Resposta da Pretendente, publicada dias após, no mesmo periódico Cearense :
Prezado HOMEM DESCASADO...
Li seu anúncio no jornal e manifesto meu interesse em manter um compromisso duradouro com o senhor, desde que (é claro) o senhor também preencha outros 'certos' requisitos que considero básicos! Vale lembrar que tais exigências se baseiam em conclusões tiradas acerca do comportamento masculino em diversas relações frustradas, que só não deixaram marcas profundas em minha personalidade, porque 'graças a Deus', fiz anos de terapia, o que infelizmente contraria uma de suas exigências!
Quanto à idade convém ressaltar que espero que o senhor tenha a maturidade dos 40 anos e o vigor dos 28, e que seu grau de escolaridade supere a cultura que porventura tenha adquirido assistindo aos programas do 'Show do Milhão'...!
Seus olhos podem ser de qualquer cor desde que vejam algo além de jogos de futebol e revistas de mulher pelada. E seus dentes devem sorrir mesmo quando lhe for solicitado que lave a louça ou arrume a cama. Não é necessário que seus músculos tenham sido esculpidos pelo halterofilismo, mas que seus braços sejam fortes o suficiente para carregar as compras. Quanto à boca, por motivos também óbvios, além de cumprir com eficiência as funções a que se destinam, as bocas no relacionamento de um casal devem servir, inclusive, para pronunciar palavras doces e gentis e não somente: 'PEGA MAIS UMA CERVEJA AÍ, MULHER!'. A barriga, que é quase certo que o senhor a tenha, é tolerável, desde que não atrapalhe para abaixar ao pegar as cuecas e meias que jamais deverão ficar no chão. Quanto ao desempenho sexual espera-se que corresponda ao menos polidamente à 'performance' daquilo que o senhor 'diz que faz' aos seus amigos! E que durante o ato sexual, não precise levar para a cama livros do tipo: 'Manual do corpo humano' ou 'Mulher, esse ser estranho'!
No que diz respeito ao ítem alimentação, cumpre estar atualizado com a lista dos melhores restaurantes, ser um bom conhecedor de vinhos e toda espécie de iguarias, além de bancar as contas, evidentemente. Em relação ao carro, tornam-se desnecessário s os trajetos durante a madrugada, uma vez que, havendo correspondência nas exigências que por ora faço, pretendo mudar-me de mala e cuia para a sua casa ... meu amor!!!
ass: A COBRA
sexta-feira, 18 de março de 2011
CONVITE
O Movimento Ubatuba em Rede, cujo objetivo é democratizar informação melhorar a articulação e viabilizar ações e projetos, que proporcionem a melhoria de qualidade de vida em Ubatuba, convida a todos para o debate MULHERES QUE FAZEM em comemoração ao Dia da Mulher.
LOCAL: Câmara Municipal, dia 21/03 às 19 h.
O debate foi adiado em função do feriado de Carnaval e também para manter a terceira segunda feira de cada mês como o dia de realização da série ENCONTROS COM A COMUNIDADE.
Neste encontro debateremos as políticas públicas relacionadas às mulheres, aos idosos e deficientes. Para abordar esses temas, a mesa será composta pelas seguintes mulheres:
DAMIANA SOARES PEREIRA, presidente da ADUBA – Associação dos Deficientes de Ubatuba.
YARA CAMARGO – batalhadora para a criação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Ubatuba
AMELIA NAOMI – vereadora em São José dos Campos
ZENAIDE DE OLIVEIRA BRITO – advogada, coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares de Taubaté, com larga experiência na área de direitos humanos.
MARIA DA GLORIA ABDO – Presidente da ABAESP – Associação dos Bancários Aposentados do Estado de São Paulo
SILMARA RETTI – Escritora e militante da prevenção à AIDS e às DSTs.
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