domingo, 21 de agosto de 2011

Seminário Cidade Digital acontece dia 22 de agosto



O Instituto do Legislativo Paulista e a UVESP promoverão no dia 22 de Agosto, na ALESP, auditório Paulo Kobayashi seminário sobre Cidades Digitais, tema de grande importância para o desenvolvimento em seu sentido mais amplo, já que traz à tona o tema da Inclusão Social via democratização do acesso à Banda Larga.

Com a Inclusão Digital, torna-se possível pensar em novas soluções, através de políticas públicas cidadãs, que permitam preparar melhor nossos municípios para a sociedade da informação do Século XXI.


As Cidades Digitais podem representar um modelo de medida para o estágio de desenvolvimento da sociedade contemporânea. A incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs)na vida dos cidadãos representa acesso a novos direitos urbanos.

Assim como a cidade do século passado deveria atender ao cidadão com serviços de água e esgoto, hoje, o ser humano urbano tem o direito de estar conectado à rede pública de acesso à internet.

Assim como discutimos os aspectos jurídicos da cobrança da Taxa de Contribuições de Melhorias Urbanas, devemos debater o modelo de cobrança para os serviços de conexão de Banda Larga para todos os munícipes de uma Cidade Digital.

Além disso, a forma de administrar o espaço público e o espaço privado na cidade do futuro também deverá se alterar. Os agentes públicos e privados terão que encontrar novas ferramentas de gestão que facilitem a oferta de serviços na rede. Educação a Distância, Tele-medicina, TV Interativa e Micro-crédito online, são só alguns exemplos das possibilidades da vida digital. Transparência, democracia, eficiência e eficácia são apenas alguns atributos que podem ser usados para as Cidades Digitais.

O Instituto do Legislativo Paulista e a UVESP criam, assim, uma oportunidade única para o debate sobre o perfil do novo homem público, do novo ator político, que seja capaz de interferir no jogo econômico recuperando para o mercado de consumo aqueles cidadãos que ficaram à margem da sociedade do trabalho e da remuneração produtiva.

Assim também, criam a oportunidade para discutir o perfil do novo empresário, do novo ator no mundo dos negócios, que seja capaz de encontrar novos nichos de oportunidades e investimentos que alavanquem a riqueza socialmente produzida de forma a garantir a oferta de novos produtos que atinjam os novos consumidores da cidade.

Nada mais natural que os novos administradores e investidores – públicos e privados formulem criativamente novas parcerias – através das PPPs – na construção do futuro que está por trás das Cidades Digitais.

As boas práticas – no setor público e no setor privado – que estão associadas ao uso das TICs podem criar uma janela de oportunidade para o futuro que ajude a sociedade brasileira a recuperar espaço, a queimar etapas, frente ao desafio de vencer a exclusão social que afasta do mercado uma parte significativa de sua população, mostrando a face oculta de seu processo de construção da violência estrutural.

Cabe reforçar, mais uma vez, a importância da temática a ser discutida, abrindo caminho para muitos temas da atualidade: inclusão digital, última milha, redes metropolitanas, infocentros, interatividade, marco legal, e-governo, e-administração, e-serviços, e-comércio, e-banking, e-democracia, e-justiça, e-representação, e-cidadania, governança eletrônica, portais, EAD, redes de negócios, cartão eletrônico do cidadão, micro-crédito, virtualização de processos, bancos de dados multifinalitários, ERPs, enfim tudo aquilo que aponte para a construção de uma sociedade preparada para um ciclo virtuoso de desenvolvimento social, econômico e político.

O seminário contará com especialistas do Governo Federal tratando de questões importantes para os atores locais – fontes de financiamento, Plano Nacional de Banda Larga, software livre – gestores municipais que estão construindo “cases” de sucesso – gestão integrada, telefonia social, e-serviços públicos, e-administração pública – e acadêmicos que desenvolvem soluções para Cidades Digitais.

A iniciativa é o primeiro passo para a construção de um modelo que deverá reproduzir-se em outros eventos. A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo abrigará o primeiro seminário.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dilma, a nova fase

SEGUNDA, 1 DE AGOSTO DE 2011, 07H44
Dilma, a nova fase
Cláudio Lembo
De São Paulo


Para Lembo, a presidente "tem componentes diferentes dos operadores políticos de todos os tempos"

Em todos os ambientes, quando se fala em política, coloca-se uma pergunta: como vai o governo Dilma? É natural a indagação. No presidencialismo, mais que no parlamentarismo, a figura do supremo mandatário tem importância expressiva.

O Parlamento, por mais que mostre vocação cívica, jamais consegue atingir o espaço de expressão do Executivo. O Judiciário, apesar do atual ativismo, ainda é poder que exige provocação para agir.

O Executivo, ao contrário dos demais poderes, está sempre presente na vida do cotidiano das pessoas. A cidadania acompanha com acuidade todos os atos do mandatário. Eles repercutem no dia-a-dia de cada cidadão, mesmo que não incidam diretamente sobre os seus interesses imediatos.

Dilma Rousseff atingiu a Presidência da República como reflexo de uma personalidade carismática e bem sucedida. Mais ainda. Respeitada por todas as classes sociais, salvo poucas exceções.

Suceder a Luiz Inácio Lula da Silva seria tarefa difícil para o mais experiente político, mais dificuldade encontra um quadro técnico acostumado à direção direta de seus subordinados e definição precisa dos objetivos.

A política é caleidoscópio. Jamais é possível aquilatar a próxima imagem. Tudo é mutável e a volubilidade das vontades humanas se apresenta no cenário político com enervante constância.

Compreensível, pois, a idas e vindas dos primeiros meses do atual governo. Só encontrou situações complexas. Lula, o líder sindical, é homem de conflitos e acordos transitórios.

Uma técnica, que sempre ocupou cargos administrativos, não pode utilizar o mesmo meio de convicção. Não possui tradição política e nem sequer atrativo para falar sem atingir conclusões.

Daí as pequenas crises, particularmente no trato dos assuntos ministeriais. Agiu mal, cai. Esta forma de atuar não era habito no período presidencial anterior e nem sequer faz parte dos hábitos políticos brasileiros.

O costume - diga-se de passagem, secular - é transigir e conciliar. Tudo acontece mediante conciliação. Nunca se vai às últimas conseqüências. Dilma rompeu a maldição.

É claro que determinados segmentos se encontram incomodados. No entanto, é possível que a presidenta esteja inaugurando um novo ciclo na política nacional.

Colocar as coisas no devido lugar. Fazer com que os fatos se tornem claros, as falcatruas expostas e seus autores exonerados é novidade que deixa perplexa muita gente.

O erro dos políticos tradicionais é nítido. Esqueceram de examinar a trajetória da presidenta Dilma. Ela sempre mostrou liderança e lutou, de maneira inequívoca, pela democracia e moralidade administrativa.

Ofereceu, em seu passado, em holocausto a dignidade humana o seu próprio sacrifício pessoal. Sofreu em sua a integridade física e perdeu a liberdade. Permaneceu com seus princípios.

Erram, pois, os políticos, inclusive os mais experientes que, em governos passados, ocuparam cargos relevantes nos poderes da República, em procurar agredi-la - e a seu governo - com palavras ou bravatas.

Dilma tem componentes diferentes dos operadores políticos de todos os tempos. Possui coragem e destemor. Não é carreirista. Quer exercer com dignidade seu mandato.

Se tudo isto não fosse suficiente, a democracia plena em que se vive não permite a presença da imoralidade administrativa e nem das velhas técnicas de desestabilização dos governantes.

A opinião pública sabe diferenciar com precisão os bons e os maus atos dos administradores. As boas e as más condutas dos políticos. Terminou a fase do quem pode leva.

Hoje, é preciso respeitabilidade para o exercício das funções públicas. A sociedade é implacável e acompanha cada movimento dos detentores de cargos nos três poderes da República.

Dilma age como quer a maioria da cidadania: preserva a dignidade do cargo e afasta firmemente os de conduta frágil. Tudo isto é novidade. Dai alguma perplexidade de seus adversários e dos analistas deformados pela paixão ou interesses.



Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

Fonte: Terra Magazine

sábado, 30 de julho de 2011

Novo filme de Silvio Tendler denuncia perigo dos agrotóxicos

O Teatro Casa Grande, no Leblon, ficou lotado no dia 25 de julho para o lançamento de O veneno está na mesa, o mais novo documentário do cineasta Silvio Tendler. Em apenas 50 minutos, o filme mostra os enormes prejuízos causados por um modelo agrário baseado no agronegócio. Além dos ataques ao meio ambiente, os venenos cada vez mais utilizados nas plantações causam sérios riscos à saúde tanto do consumidor final quanto de agricultores expostos diariamente à intoxicação. Nessa história toda, só quem lucra são as grandes empresas transnacionais, como a Monsanto, Syngenta, Bayer, Dow, DuPont, dentre outras.



Nós somos as grandes vítimas dessa triste realidade, já que o Brasil é o país do mundo que mais consome os venenos: são 5,2 litros/ano por habitante. A ANVISA denuncia que, em 2009, quase 30% dos mais de 3000 alimentos analisados apresentaram resultados insatisfatórios, com níveis de agrotóxicos muito acima da quantidade tolerável. Apesar do quadro negativo, o filme aponta pequenas iniciativas em defesa de um outro modelo de produção agrícola. Um importante exemplo vem da Argentina: em 20 09, a presidenta Cristina Kirchner ordenou à ministra da saúde, Graciela Ocaña, a abertura de uma investigação oficial sobre o impacto, na saúde, do uso de agrotóxicos nas lavouras. Enquanto isso, no Brasil, há incentivo fiscal para quem usa esses produtos, gerando uma contradição entre a saúde da população e a economia do país, com privilégio da segunda.

Fonte: NPC

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Da turma do fundão aos tímidos: pesquisa mostra tipos de alunos

A patricinha, o roqueiro, o sonolento, a estudiosa. Os tipos de alunos encontrados em uma escola já foram retratados com humor em filmes adolescentes e em videoclipes musicais, mas agora pesquisadores da Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) traçaram um perfil psicológico de 51 mil pessoas que deve servir para que os professores "entendam seus alunos".
Fazendo uso de um questionário online (www.temperamento.com.br), os estudiosos analisaram o perfil de pessoas com idades entre 11 e 32 anos. Médico psiquiatra e professor titular da Faculdade de Biociências da PUCRS, Diogo Lara aplicou os resultados obtidos em uma sala de aula e concluiu que, dentro de um ambiente de ensino, existem quatro perfis de estudantes: estáveis, internalizados ou inibidos, instáveis e externalizados.
De acordo com ele, esses perfis são baseados em características pessoais e sentimentos que se manifestam no indivíduo durante uma aula, seja da escola ou da faculdade. "Os tipos são determinantes para o sucesso ou fracasso do ensino. O desafio do professor é se adequar aos seus estudantes para aumentar o rendimento da turma", diz.
O perfil predominante em uma escola são os estáveis, que compreendem 30% da população escolar. "Eles são perfeccionistas, bem dispostos e têm perfil de liderança. É o grupo mais fácil de trabalhar, pois se adaptam a diferentes tipos de atividades com facilidade", explica Lara. Contudo, o mesmo não acontece com os internalizados ou inibidos, que representam de 20% a 25% dos estudantes e possuem características como timidez e depressão. Eles lidam bem com aulas expositivas, mas não gostam de trabalho em grupo. Além disso, participam pouco da aula.
Os conhecidos como "galera do fundão", também foram identificados na pesquisa, em que receberam a denominação de instáveis e representam de 20% a 25% dos alunos em uma sala de aula. Possuindo comportamentos como alternância de humor e agitação, esse grupo tende a não lidar bem com regras e ensinamentos monótonos. Segundo o psiquiatra, os professores devem ser pacientes com este grupo e saber conversar. Aulas interativas são bem recebidas por eles.
Por fim, existem ainda os externalizados, que também se sentam no fundo da sala e representam de 20% a 25% dos estudantes. Conforme o estudo, eles são desinibidos e não gostam de aulas formais, preferindo atividades dinâmicas e esportivas, nas quais possam descarregar energia. Lara explica que a diferença deste grupo para os instáveis está na forma como lidam com conflitos. "Os instáveis se magoam, e os externalizados passam para a briga", define. Ou seja, os grupos externalizados e instáveis, que juntos representam 40% dos estudantes, não aprendem com o tipo de aula mais usada nas escolas: as expositivas.
O pesquisador explica que o estudo comprova que o sucesso em sala de aula depende da capacidade do professor de saber ler seus alunos e variar os tipos de exercícios para atingir todos os grupos. "Em uma sala de aula, sempre vai existir os quatro perfis. Mas se houver predomínio de algum tipo, o professor deve se adaptar para dar aulas em um estilo que se encaixe mais com a maioria. Por exemplo: dar aulas mais dinâmicas e interativas em uma turma com mais instáveis e externalizados", recomenda.
Observação e intuição do professor ajudam a identificar perfis
Para os professores que desejam reconhecer os perfis dos seus alunos, Lara sugere analisar o local onde os estudantes costumam sentar. Os estáveis, por exemplo, preferem as mesas no centro ou na frente da sala. Os Inibidos, geralmente, escolhem as cadeiras da frente, e os externalizados e instáveis se reúnem nas classes do fundo. "Normalmente, os educadores conseguem perceber isso por intuição e observação. A questão é saber se eles estão trabalhando com essa diversidade", diz.
Ou seja, segundo sugere o psiquiatra, não é preciso usar metodologia científica para identificar os diferentes tipos de alunos em uma aula. Com sensibilidade, alguns professores fazem suas próprias definições de perfis e trabalham a partir disso.
O professor universitário Arievaldo Alves de Lima, da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, tem o costume de observar muito seus alunos nos primeiros dias de aulas e realizar atividades interativas seguidas de alguns questionários. O objetivo do educador de Ciências Contábeis é traçar o perfil de seus estudantes para saber qual o tipo de aula será mais eficaz para cada um deles. "Cada um tem o seu modelo próprio de ação e recepção do aprendizado, e o professor precisa compreender isso", afirma.
Lima conta que passou a ter essa sensibilidade somente depois que se formou em Pedagogia. Devido a anos de experiência e observação, o professor também traçou quatro perfis de alunos. O primeiro grupo é o que Lima chama de diplomatas: "Esse aluno prefere trabalhar com pessoas a lidar com informação escrita; prefere estudar em grupo e gosta de atenção especial do professor". Também existem os burocratas, que gostam de trabalhar sozinhos com leituras, textos e exercícios. "Esse grupo tende a rejeitar atividades subjetivas, pois eles dão valor à informação documentada que faz com que tenham controle de seu estudo. Além disso, eles costumam pensar muito antes de falar, o que resulta em uma baixa participação em sala de aula", afirma Lima.
Outro perfil de estudante observado pelo professor são os práticos, que preferem que a aula vá direito ao ponto, sem ações paralelas. "Eles gostam de realizar exercícios e preferem trabalhar sozinhos. Minha dica para trabalhar com eles é abusar de listas como, cinco regras para acentuar bem, três axiomas de probabilidade, etc.". Contudo, este tipo de exercício não irá funcionar para os radicais, que respondem a aulas cheias de novidades e interatividades. "Eles basicamente são a turma do fundão e se interessam por aulas em power point, com vídeos e cheias de histórias ilustrativas e curiosas", ensina.
A professora de inglês e espanhol da Escola de Idiomas CCAA, de Diadema (SP), Zailda Coirano, define seus alunos pela motivação de cada um deles para estar ali. Ela afirma perceber que alguns alunos são motivados pela vontade de serem os melhores da turma e ser reconhecidos por isso, outros, somente pelo desejo de fazer amigos e serem aceitos pelo grupo. Um último grupo é o que ela chama de individualistas, são preocupados com o conteúdo em si e com sua própria compreensão e aprendizagem.
"Quando um aluno está com dificuldades, por exemplo, eu vou incentivá-lo de acordo com sua motivação. Se ele for individualista, vou dizer que ele deve melhorar para não rodar, por exemplo. Já se ele for preocupado com o grupo, vou usar o argumento de que ele precisa estudar para acompanhar os colegas", ensina, destacando que percebeu um maior rendimento dos alunos quando passou a trabalhar dessa forma.

http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5267453-EI8266,00-Da+turma+do+fundao+aos+timidos+pesquisa+mostra+tipos+de+alunos.html

Mulheres na Ciência 2011 anuncia vencedoras

29/07/2011

Agência FAPESP – Foram anunciadas as pesquisadoras brasileiras vencedoras do prêmio L’Oréal/Unesco/ABC para Mulheres na Ciência 2011. Elas receberão bolsa-auxílio, em reais, no valor equivalente a US$ 20 mil para ajudar no desenvolvimento de seus projetos de pesquisa.

O anúncio foi feito pelo júri do prêmio, que é coordenado pelo presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis. A cerimônia de entrega do prêmio será em 28 de setembro, no Rio de Janeiro.

As vencedoras são: Ana Luiza Cardoso Pereira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Daniella Bonaventura e Viviane Ribeiro Tomaz da Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais; Josimari Melo de Santana, da Universidade Federal de Sergipe; Mariana Antunes Vieira, da Universidade Federal de Pelotas; Rubiana Mara Mainardes, da Universidade Federal do Centro-Oeste; e Tatiana Barrichello, da Universidade do Extremo Sul Catarinense.

Pereira, da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, foi a escolhida na área de Ciências Físicas por seu projeto “Propriedades eletrônicas e efeitos de desordem em mono e em multicamadas de grafeno”. A pesquisadora realizou mestrado e pós-doutorado, com Bolsa da FAPESP, no Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp.

Mainardes foi laureada pelo projeto “Desenvolvimento tecnológico e avaliação da eficácia e toxicidade de sistemas nanoestruturados poliméricos contendo anfoterecina B”. A pesquisadora também realizou doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, com Bolsa da FAPESP.

De acordo com os promotores do evento, desde 2006, a cada ano, sete jovens cientistas são escolhidas pela qualidade e pelo potencial de suas pesquisas desenvolvidas em instituições brasileiras.

No total, 40 cientistas já foram beneficiadas pelo prêmio, que, por meio do auxílio financeiro, podem dar continuidade aos seus projetos e se beneficiar com a visibilidade que o prêmio lhes traz.

Mais informações: http://loreal.abc.org.br

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A REPRESENTATIVIDADE DOS CONSELHOS

Como é de conhecimento público, a Conferência de Saúde quase não foi realizada e corre o risco de ser anulada por não ter seguido todos os trâmites legais.

Durante a Conferência, em vários momentos tentou-se jogar a culpa do não funcionamento dos conselhos à falta de participação da sociedade civil, inclusive alegando que precisavam ser preenchidas quatro vagas. No entanto, até hoje não foi muito bem esclarecida a anulação de uma das eleições. O Secretário de Saúde chegou a questionar a representatividade de algumas instituições que concorreram, sob a alegação de que não estavam legalizadas e queriam fazer uso político.

Tenta-se vender à sociedade a idéia de isenção do poder público, mas qualquer governante para ser eleito precisa pertencer a um partido político. Portanto, defende propostas que não são de todos. No caso de Ubatuba, o partido no poder é o DEM que reparte esse poder entre os coligados, mas cujos postos principais são reservados àqueles que rezam na cartilha do prefeito e, como são cargos de confiança, se não rezarem por essa cartilha podem perder a “boquinha”. Para isso, procuram se legitimar, impedindo os outros partidos de apresentarem propostas, como se isso não fosse legítimo. E o pior, é que tem muita gente que cai nesse canto de sereia. Me engana que eu gosto.

Faz parte do jogo democrático a disputa de propostas pela sociedade e é bom lembrar que se em Ubatuba houvesse dois turnos, talvez o resultado seria diferente. A conseqüência de não ter dois turnos é que o prefeito não foi eleito pela maioria, talvez não mais que 1/3 dos eleitores.

Voltando à questão da representatividade, alega-se que poucas associações estão regulares. Quando assumi a Associação dos Moradores da Pedreira ela também estava irregular e devendo multas ao governo federal. Não tive nenhum apoio da Coordenadoria de Assuntos Comunitários e, mesmo tendo pós graduação tive dificuldades para regularizá-la e tive que recorrer a um escritório de contabilidade e a um advogado. Não havia verba para pagar as despesas porque é um bairro pobre. Nessa época, vi uma lista em que havia cerca de cem instituições da sociedade civil mas poucas estavam legalizadas e aptas a participarem dos conselhos existentes. Como participava da equipe de coordenação do plano diretor da região centro, apontei como sugestão a necessidade da Coordenadoria de Assuntos Comunitários realmente cumprir sua função orientando e auxiliando as associações a se regularizarem para poderem participar das decisões nos conselhos.

Como não era atendido em nenhuma das reivindicações do bairro, várias vezes critiquei a atuação do executivo municipal. Percebi que a Coordenadoria passou a monitorar até quando era meu mandato e quando haveria novas eleições. Por um “acaso”, houve dois candidatos concorrendo comigo e os dois, por coincidência eram funcionários da prefeitura. E o que ganhou, ainda que por pouca diferença, era agente de saúde e tinha acesso a todos os moradores, inclusive em horário de serviço. E por coincidência, depois que se tornou presidente deixou de ser um simples agente de saúde para ocupar outros cargos. E por coincidência, quando a associação estava no “buraco”, com toda a escrituração irregular, foi convidado para participar da chapa comigo e não aceitou. Por que será ? Hoje faz parte de vários conselhos como representante da prefeitura.

Como se sabe os conselhos são paritários – metade pertence à sociedade civil e metade ao executivo. Como as votações são por maioria simples, metade mais um, é só os representantes do executivo votarem em bloco e conquistarem mais um. Como qualquer benfeitoria realizada pelo executivo é vista como um favor, e não como um direito, e como a cidade é carente de quase tudo, fica muito fácil para o executivo conseguir mais um voto e assim impedir que se questionem suas contas e sua atuação. É assim que dá para entender a crise dos conselhos e o afastamento das pessoas mais críticas e que não concordam com tudo o que está acontecendo.

PREFEITURA SÓ PEGA NO TRANCO

Na última quarta feira (20/04) alertei ao CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – que tanto o governo federal quanto o governo estadual já haviam publicado a convocação para a Conferência da Juventude e que dia 01/08 era o prazo final para a Prefeitura fazer a convocação. Expliquei a importância dessa convocação porque suas deliberações servirão para a elaboração do Plano Nacional da Juventude, que orientarão as políticas públicas de atendimento aos cidadãos entre 15 e 29 anos, ou seja, para quase 20% da população.

Como a proposta era desconhecida de todos os presentes, passei ao Dr. Marcelo Mourão que se encontrava presente, uma cópia do regimento nacional, o qual deve ser adequado à situação municipal.
Essas informações e o texto do regimento também foram encaminhados por mim a muitas pessoas há quase um mês.

Sexta feira recebi um telefonema da Presidente da FUNDAC marcando uma reunião para quinta feira. Fiquei bastante satisfeito porque considero necessário e urgente que a própria juventude discuta sua situação e aponte propostas para superação de seus problemas. No entanto, nesta quarta, 27/07, a Presidente da FUNDAC me comunica que a reunião de quinta foi adiada, sem data certa para acontecer.

Em 26/07, leio no Imprensa Livre a seguinte manchete : “Prefeitura discute implantação do projeto “Juventude Saudável” e no interior do texto a seguinte afirmação: “ “O poder público está unido no sentido de oferecer ainda mais suporte para que nossos jovens tenham, por exemplo, melhores opções de entretenimento para permanecerem longe do mundo das drogas e da violência. Desde o início da nossa administração, o prefeito Eduardo Cesar tem demonstrado bastante empenho e preocupação no sentido de oferecer melhor qualidade de vida à juventude ubatubense”.

Tenho que discordar dessa afirmação pois se ela fosse verdadeira não permitiria a desativação do Conselho Sobre Drogas a quem cabe a instituição do Programa Municipal Antidrogas (PROMAD), acompanhamento das ações de fiscalização e repressão executadas pelo Estado e pela União e estimular o encaminhamento e o tratamento de usuários de substâncias causadoras de dependência física ou psíquica.

Também temos ouvido muitas reclamações de que os atletas de Ubatuba muitas vezes não podem participar de campeonatos fora da cidade por falta de apoio da Prefeitura. Aqui, na Pedreira, foi aterrado uma área para servir de campo de futebol e foi prometido uma tela para cercar a quadra. Ainda bem que na praça tem uns bancos para o pessoal esperar o cumprimento da promessa.

A rapidez na resposta parece muito mais uma tentativa de emplacar o provável candidato a sucessor pois em todas as matérias sempre há menção do nome do seu nome e fotos, como aconteceu na abertura da Conferência da Saúde. Graças a isso, os cidadãos de Ubatuba vão ter acesso a todas as conferências, atitude muito diferente do ano passado em que o município não convocou nenhuma pois ainda estava muito longe das eleições.